segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

You and me Together




Ontem dei comigo a pensar no dia de hoje. Nada de novo, afinal ontem era Domingo e hoje Segunda-feira. Mas não foi esta trivialidade que me roubou o pensamento. Ontem pensei que hoje era o dia dos corações pirosos, das filas à porta dos restaurantes, do cheiro intenso a perfume no elevador, da lingerie vermelha florescente, do romance fingido diante de mil espectadores. Desculpem confessar-vos isto, eu não quero estragar o dia a ninguém. Desculpem, mesmo, eu nem sequer sou uma pessoa do contra, mas há coisas que me fazem imaginar de cartaz na mão, megafone e palavras de ordem. É patético, eu sei. Mas sou contra a comercialização do amor e, acreditem, era capaz de me manifestar publicamente sobre isso. Talvez sem o cartaz. Talvez só um leve sorrisinho surdo que marcasse todos ao passar. Talvez, não sei. Simples: não sou muito dada a festejos tontos e a lamechices bacocas.  Sou pelas atitudes concretas e pela doçura dos gestos mudos. Sou pelo aconchego de um abraço, sou pela atenção do ouvido, sou pela pequeno-almoço na cama. Para mim, gostar é mais do que comprar, é mais do que dizer. Gostar é fazer. Quem me conhece sabe. Quem me conhece vê que não sou de pieguices, nem de confidências.  Mas, de vez em quando, como quem não quer a coisa, lá vem um gesto de ternura codificada, para ninguém perceber que me tens pelo beicinho.  Quem me conhece sabe que o meu amor tem sabor e cheiro....intenso a chocolate. 



BOLACHAS DE CHOCOLATE
(adaptado do Livro "Iguarias Saudáveis" de Isidora Popovic)
Tempo de preparação: 10 minutos+ 1hora refrigeração+ 20 minutos;
Serve: 18 a 20 bolachas grandes;

  • 120 gr de manteiga;
  • 175 gr de açúcar mascavado claro;
  • algumas gotas de extracto de baunilha;
  • 1 ovo;
  • 1/2 colher de chá de fermento em pó;
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio;
  • 240 gr de farinha sem fermento;
  • 70 gr de pepitas de chocolate de leite;
  • 70 gr de pepitas de chocolate negro;
 Modo de preparação:
  1. Bata a manteiga com o açúcar até obter uma mistura leve e fofa. Adicione a baunilha e ovo e misture bem. À parte misture a farinha, o fermento e o bicarbonato de sódio. Junte tudo e envolva bem. POr fim adicione as pepeitas de chocolate.
  2. Enrole a massa formando um tronco com cerca de 4mm de diametro. Envolva em pelicula aderente e leve ao frigorifico durante uma hora, pelo menos.
  3. Pré-aqueça o forno a 170 Cº. Prepare dois tabuleiros forrando-os com papel vegetal. Retire a massa do frigorifico, desembrulhe-a e corte bolachas de 2mm a 3mm. Disponha-as nos tabulieros deixando espaço entre elas, pois vão crescer durante a cozedura.
  4. Leve ao forno ao forno por 20 minutos ou até estarem douradas. Fuja da confusão. Oferça à sua cara-metade......hoje ou noutro dia qualquer e mostre o seu amor sempre!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

My way


Andei uma série de dias à procura de uma receita de frango assado. Uma receita que não fosse adaptada, nem inspirada, uma receita que fosse minha. Só minha. Acariciei a ideia. Aconcheguei-a quentinha junto aos miolos. Ai que bem me sabia pensar na minha receita! Volta e meia, lá vinha ela espreitar, a ver se passava dos miolos à barriga, suplicando por uma oportunidade. Olho para o lado, faço de conta que não a vejo, disfarço com um rouco assobio. Assobiar nunca foi comigo, por mais que o meu pai me tenha ensinado. E ela ali, a minha receita, a puxar-me o avental, a sussurrar-me ao ouvido. Surda. Já te expliquei que és minha. Que te quero só para mim. Nos miolos, não na barriga. Não se conforma, a minha receita. Mas que mal fiz eu a Deus para tropeçar nesta ideia fixa de ter uma receita minha?! Agora anda numa de se vingar. Assombra-me o raio do frango assado com mostarda e tomilho. Para quê uma receita só minha? Para nada. Para tudo. 


FRANGO ASSADO COM MOSTARDA E TOMILHO
Tempo de preparação: 5 minutos + 45 minutos
Serve: 4 a 6 pessoas

  • 1 frango inteiro;
  • 2 colheres de sopa de mostarda de Dijon;
  • uma mão cheia de folhas de tomilho;
  • 2 dentes de alho;
  • raspa de um limão;
  • sumo de um limão;
  • 4 fatias de presunto;
  • sal e pimenta q.b.;
Modo de preparação:
  1. Lave o frango e enxugue-o bem. Com as mãos, separe cuidadosamente a pele do frango da carne, criando uma espécie de bolsa. Barre a carne (debaixo da pele) com a mostarda. De seguida disponha as fatias de presunto, a raspa de limão, as folhas de tomilho e os dentes de alho finamente picados.
  2. Tempere com sal e pimenta a gosto e regue com o sumo de limão.
  3. Leve ao forno pré-aquecido durante cerca de 45 minutos a uma hora, ou até estar dourado e com a pele estaladiça. Sirva acompanhado com batatinhas assadas, grelos, ou qualquer outro acompanhamento do seu agrado!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Janela da alma


Pela moldura da janela viu passar a vida. Não sei se viu a vida t-o-d-a, mas pelo menos a parte da vida em que eu me lembro dela, viu-a por aquela janela. Era capaz de ficar horas e horas enroscada naquela janela alta, à espera que acontecesse, num namoro às claras, a minha bisavó. Era o seu trono alto. E ela gostava disso. Gostava da sensação de intangibilidade que a moldura austera da janela alta lhe dava. Lembro-me que, das poucas vezes que ela controlou o seu ciúme e autorizou que eu também me empoleirasse, vi a mesma vida que ela via. Pareceu-me igual. Mas acho que a ela devia parecer diferente. Nunca lhe perguntei. Daquela janela alta, em que eu só chegava em bicos de pés, a minha bisavó comandava a sua vida. Pedia que lhe fizessem recados e atendia ao que lhe quiserem pedir. Contava as suas coisas e ouvia  o que lhe queriam contar. Aquela janela era o seu camarote privado e dali assistia ao teatro da vida e sonhava. Sonhava com os campos verdes, com os frutos das árvores, com a flores da beira da estrada, com um carro vermelho a passar, com a hora do recreio da escola. Sonhava com biscoitos quentes e com gelados de Verão. Nunca lhe perguntei, mas sei que foi no dia em que deixou de ver a vida por aquela janela que ela deixou de sonhar e que nunca mais quis viver...

SANDUÍCHES DE SORBET DE TANGERINA
(Adaptado do Livro "Postres" do Chef Claudio Sadler)
Tempo de preparação: 25 minutos + refrigeração;
Serve: 1 litro;

  • 400 ml de sumo de tangerina;
  • 400 ml de água;
  • 200 gr de açúcar;
  • 50 ml de licor de tangerina, ou vodka;
  • 1 clara de ovo;
  • bolachas a gosto;
Modo de preparação:

  1. Leve a água ao lume com o açúcar e deixe ferver cerca de 2 minutos, ou até o açúcar se dissolver. Deixe arrefecer.
  2. Junte o sumo de tangerina e o álcool à calda de açúcar. 
  3. Bata a clara em castelo. Incorpore a clara nos liquido e coloque na máquina de fazer gelados, seguindo as instruções.
  4. Leve ao congelador. Antes de servir forme sanduíches com o sorbet e sonhe sempre com a vida....
Nota: Qualquer gelado a seu gosto pode ser servido desta forma que vi aqui. Funciona muito bem com bolachas de manteiga ou de chocolate.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

With arms wide open



Andam à minha volta, agarram-me as pernas, pedem-me colo. Com a força pequena da gente miúda carregam o banco que lhes foi confiado e espreitam, em jeito de confirmação dos sentidos. Abeiram-se das panelas com a desconfiança que o cuidado lhes impõe e a coragem a que a curiosidade os condena. E perguntam, perguntam sempre, na secreta esperança que a resposta seja aquela que querem ouvir. Mas não é. É sempre outra coisa que não queriam que fosse. Desenham uma casa, um sol, um arco-íris. Pedem-me que desenhe uma árvore, uma laranja, um quintal. Porque não batatas fritas? Porque não. Desenham um barco e um pescador. Porque é peixe, outra vez? Sim, outra vez, muitas vezes, as vezes que for preciso. Uma birra na pergunta, outra birra na resposta. Recebo-os com os braços bem abertos. Dou-lhes um beijinho na testa, a selar o meu compromisso do carinho que todos os dias lhes sirvo à mesa...mesmo que na mesa não esteja aquilo que eles queriam comer!


PESCADA COM MIGAS DE COUVE-FLÔR
(Adaptado do livro "Cozinha Actual, receitas Saudáveis" do Chef Vitor Sobral)
Tempo de preparação: 30 minutos;
Serve: 4 pessoas;

  • 4 postas de pescada;
  • 200 gr de alho francês;
  • 1 cebola;
  • 2 + 1 dentes de alho;
  • 4 + 6 colheres de sopa de azeite;
  • 200 ml de vinho branco;
  • salsa a gosto;
  • 800 gr de brôa;
  • 800 gr de couve-flôr;
  • 1 cebola roxa;
  • sal e pimenta q.b.

Modo de preparação:


  1. Pré aqueça o forno a 200 C.º Retire o miolo à brôa, esfarele em migalhas e reserve.
  2. Corte os dentes de alho, a cebola e o alho-francês. Numa folha de papel de alumínio coloque uma porção de alho, de alho-francês, de cebola e de salsa, sobreponha a posta de pescada, regue com o vinho branco e com uma colher de sopa por cada posta de pescada. Tempere com sal e pimenta e feche a folha de papel de alumínio como se fosse um embrulho. Leve ao forno durante 20 minutos.
  3. Entretanto, com ajuda de uma varinha mágica, triture os dentes de alho com o azeite e reserve.
  4. Arranje a couve-flôr em raminhos e coza em água a ferver com sal, sem deixar que fique cozida demais. Escalde as folhas verdes da couve-flôr e corte-as em tirinhas. Esfarele e reserve.
  5. Num tabuleiro de forno, coloque as migalhas de brôa, a couve-flôr esfarelada, as folhas cortadas em tiras, a cebola roxa cortada em gomos e regue com o azeite de alho. Leve ao forno durante 15 minutos ou até as migas ficarem estaladiças.
  6. Sirva peixe...outra vez! 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Times Like These


Se há coisas do Diabo, a gripe é de certeza uma delas. A única vantagem que me ocorre é a de ser um pretexto evidente e válido para ficar toda a tarde sem fazer nada, estirada no sofá a assistir desinteressadamente ao que quer que seja. E quando digo o-que-quer-que-seja quero dizer todo-e-qualquer-programa. E foi o que fiz, numa destas tardes frias em que a gripe me veio saudar e o sofá lhe piscou o olho. Podia ter visto um filme, um documentário ou uma série de televisão? Claro que podia, mas o certo é que só ao ver todo-e-qualquer-programa  me inteirei de coisas sem importância nenhuma e sem as quais teria vivido feliz toda a vida, mas que me valeram umas boas gargalhadas. Podia ter lido um livro, uma revista ou um jornal? Podia, podia, mas não teria percebido que o tema  "poupança" está na ordem do dia, que não faltam programas sobre gestão de finanças pessoais e figuras afins. Curioso, só não ouvi ninguém dizer que poupar não era novidade para as famílias portuguesas. Não ouvi ninguém dizer que a gestão do orçamento familiar português sempre se fez com base nesse conceito. Não ouvi ninguém dizer que a poupança não é exclusiva dos tempos que agora se vivem. Será que não ouvi bem ou foi da maldita gripe? 


EMPADÃO DE CARNE
(Inspirada no Livro "Cozinha para Quem Quer Poupar" de Mafalda Pinto Leite)
Tempo de preparação: 1h15 minutos;
Serve: 4 pessoas;


  • 1 kg de batatas descascadas e cortadas;
  • 1 colher de sopa + 2 colheres de chá de azeite;
  • 1 colher de sopa de manteiga;
  • 1 cebola;
  • 1 folha de louro;
  • 100 ml de polpa de tomate;
  • 100 ml de vinho tinto;
  • 100 ml de caldo de carne;
  • 100 ml de leite;
  • 1 talo de aipo;
  • 1 cenoura;
  • uma mão cheia de salsa e oregãos;
  • 2 dentes de alho;
  • 30 gr de queijo parmesão ralados;
  • 600 gr de carne de vaca magra;
  • sal, pimenta e noz noscada;
Modo de preparação:
  1. Cozinhe as batatas em água a ferver com sal durante 10 minutos, ou até estarem tenras. Escorra-as e reserver uma chávena com água da cozedura;
  2. Pique finamente a cebola, o alho, o aipo e a cenoura.
  3. Entretanto aqueça o azeite e a manteiga em lume médio/forte e adicione a folha de louro, o aipo, o alho, a cenoura e a cebola e deixe cozinhar mexendo frequentemente, durante cerca de 5 minutos. Adicione a carne mexendo com um garfo para desfazer a carne e deixe cozinhar até a carne ganhar cor. Reduza o lume para médio e junte a polpa de tomate, mexendo sempre. Junte o vinho e o caldo de carne e baixe para lume brando. Deixe fervilhar meio tapado e vá juntando o leite ao poucos. Deixe cozinhar até engrossar, cerca de 45 minutos. Rectifique os temperos.
  4. Pré-aqueça o forno a 220 Cº. Numa tigela esmague as batatas e adicione o liquido da cozedura, o queijo, a salsa e os oregãos e 2 colheres de chá de azeite até obter um puré. Tempere com pimenta e noz moscada.
  5. Num prato de forno, ou em individuais, distribua a carne e cubra com o puré. Leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até estar dourado. Sirva...e aproveite os tempos de gripe para curar outros males!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mal por mal


Não sei se possuo alguma das sete virtudes. Mas, sei de ciência certa, que paciente não sou. Pelos menos, por enquanto. Não queria que fosse assim, mas é.  Tenho-me questionado muitas vezes sobre o motivo para a minha impaciência. Nunca chego a conclusão nenhuma. Ou porque não tenho paciência suficiente para reflectir sobre este assunto, ou porque prefiro acreditar que faz parte da única herança que já recebi: a genética. Seja como for, admitir assim, sem mais, que não tenho a capacidade de persistir numa actividade difícil, manter a calma, acreditar que vou conseguir e libertar a ansiedade das minha acções, acreditem, é difícil. Podia ficar muito caladinha, no meu cantinho, a cultivar uma impaciência secreta, num ridículo estado de negação. Avestruz de avental com a cabeça enfiada nos tachos. Mas não. Não consigo. A minha impaciência exige acção convencida que faz coisas que só a paciência consegue!   


COMPOTA DE TANGERINA
Adaptada do Livro "Doze meses na Cozinha"
Tempo de preparação: 20 minutos + 8 horas + 3 horas;
Serve: 1,5 litros, mais ou menos.

  • 1,5 kg de tangerinas, biológicas de preferência;
  • 2,5 l de água;
  • 250 ml de licor de tangerina;
  • 2 vagens de baunilha;
  • casca de 2 limões;
  • 1,5 kg de açúcar;
Modo de preparação:
  1. Lave e enxugue as tangerinas e corte-as ao meio. Esprema o sumo e reserve as membranas, filamentos e pevides. Numa tigela com 250 ml de água coloque as pevides, as membranas e os filamentos das tangerinas.
  2. Corte as cascas das tangerinas e dos limões em tiras. Coloque as cascas, o sumo a restante água e o licor numa panela e deixe ficar assim durante 8 horas.
  3. Até as pevides, as membranas e os filamentos num pano (a isto chama-se "boneca") e junte aos ingredientes da panela e leve ao lume. Deixe ferver lentamente durante uma hora e meia, ou até reduzir o liquido para metade.
  4. Finalmente, junte as vagens de baunilha cortadas ao meio e o açúcar e retire a "boneca" e deixe ferver até atingir o ponto desejado.


Nota: revesti as tampas dos frascos onde guardei a compota com papel que comprei aqui e seguindo uma ideia que vi aqui. As etiquetas são, mais uma vez, da autoria da Raad Design. Obrigada, Ana!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

No Line on the Horizon


Não é novidade que a teoria da separação dos poderes está a cair por terra, pelo menos em Portugal. Acho que até o próprio Montesquieu concordaria sem dificuldade com esta afirmação. E é fácil perceber porquê.  Basta olhar de relance para os títulos da imprensa que se atropelam amontoados na banca dos jornais. Com esta é que o Ilustre francês não contava. Nem ele, nem eu. O poder da comunicação social. Já ninguém quer ler ou ouvir, falar ou escrever sobre eleições, Presidente ou candidatos, subvenções ou campanhas. O tema hoje é outro. É aquele que a comunicação social quis que fosse. Despertou o País com um malabarismo mediático e deu voz a quem há muito já devia ter calado. Que os portugueses não confiavam nos Tribunais, na Justiça, nos Juízes, nos Magistrados do Ministério Público e nos Advogados, eu até já sabia. Mas que os portugueses em vez do sistema judicial, do Direito e do Processo, preferiam a comunicação social como instrumento de Justiça num Estado de Direito, com essa é que eu não contava. Nem eu, nem Montesquieu, que se visse o circo montado por este novo poder ficava, certamente, com cara de batata!


GNOCCHI DE ABÓBORA COM MOLHO DE TOMATE
Tempo de preparação:
Serve: 4 a 6 pessoas;

  • 700 gr de abóbora;
  • 600 gr de batata;
  • 400 gr de farinha + alguma extra se for necessário;
  • 2 gemas;
  • 2 colheres de sopa de manteiga;
  • uma mão cheia de salsa;
  • uma mão cheia de orégãos e tomilho;
  • 800 gr de tomate em pedaços;
  • 150 ml vinho tinto;
  • 1 cebola;
  • 2 colheres de sopa de azeite;
  • 1+2 dentes de alho;
  • sal e pimenta preta q.b.;
  • queijo parmesão q.b.;
Modo de preparação:
  1. Descasque a abóbora e as batatas e parta em cubos. Pique finamente um dente de alho. Leve a manteiga ao ao lume médio numa panela de fundo espesso, adicione o alho, a abóbora e a batata e deixe cozer. (não é necessário acrescentar água pois a abóbora liberta água suficiente para a batata cozer). Quando os legumes estiverem cozidos e a água evaporar, junte uma colher de sopa de salsa picada finamente e uma colher de sopa de orégãos e tomilho. Retire do lume.
  2. Junte as gemas e envolva e por fim junte a farinha. Vá envolvendo até obter uma massa leve. Se estiver pegajoso ( o que depende da água que os legumes libertam e do tamanho dos ovos, acho eu) junte um pouco mais de farinha até obter a consistência desejada.
  3. Enrole a massa em tiras compridas e corte os gnocchi em tiras, fazendo incisões com um garfo.
  4. Entretanto, leve uma panela ao lume com azeite, a cebola  e os restantes dentes de alho finamente picados. Assim que começar a cheirar bem, junte o tomate em pedaços e o vinho tinto. Tempere com sal e pimenta e deixe apurar.
  5. Finalmente, coza os gnocchi numa panela com água e sal a ferver, durante cerca de 2 a 3 minutos.
  6. Sirva com o molho de tomate, polvilhe com salsa e queijo parmesão e divirta-se, porque o circo está montado!

Nota: Este prato também funciona bem com algumas substituições: em vez da salsa também pode usar folhas de manjericão, se gostar; pode substituir o molho de tomate por um molho básico de natas e queijo, mais calórico, mas delicioso!