segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Janela da alma


Pela moldura da janela viu passar a vida. Não sei se viu a vida t-o-d-a, mas pelo menos a parte da vida em que eu me lembro dela, viu-a por aquela janela. Era capaz de ficar horas e horas enroscada naquela janela alta, à espera que acontecesse, num namoro às claras, a minha bisavó. Era o seu trono alto. E ela gostava disso. Gostava da sensação de intangibilidade que a moldura austera da janela alta lhe dava. Lembro-me que, das poucas vezes que ela controlou o seu ciúme e autorizou que eu também me empoleirasse, vi a mesma vida que ela via. Pareceu-me igual. Mas acho que a ela devia parecer diferente. Nunca lhe perguntei. Daquela janela alta, em que eu só chegava em bicos de pés, a minha bisavó comandava a sua vida. Pedia que lhe fizessem recados e atendia ao que lhe quiserem pedir. Contava as suas coisas e ouvia  o que lhe queriam contar. Aquela janela era o seu camarote privado e dali assistia ao teatro da vida e sonhava. Sonhava com os campos verdes, com os frutos das árvores, com a flores da beira da estrada, com um carro vermelho a passar, com a hora do recreio da escola. Sonhava com biscoitos quentes e com gelados de Verão. Nunca lhe perguntei, mas sei que foi no dia em que deixou de ver a vida por aquela janela que ela deixou de sonhar e que nunca mais quis viver...

SANDUÍCHES DE SORBET DE TANGERINA
(Adaptado do Livro "Postres" do Chef Claudio Sadler)
Tempo de preparação: 25 minutos + refrigeração;
Serve: 1 litro;

  • 400 ml de sumo de tangerina;
  • 400 ml de água;
  • 200 gr de açúcar;
  • 50 ml de licor de tangerina, ou vodka;
  • 1 clara de ovo;
  • bolachas a gosto;
Modo de preparação:

  1. Leve a água ao lume com o açúcar e deixe ferver cerca de 2 minutos, ou até o açúcar se dissolver. Deixe arrefecer.
  2. Junte o sumo de tangerina e o álcool à calda de açúcar. 
  3. Bata a clara em castelo. Incorpore a clara nos liquido e coloque na máquina de fazer gelados, seguindo as instruções.
  4. Leve ao congelador. Antes de servir forme sanduíches com o sorbet e sonhe sempre com a vida....
Nota: Qualquer gelado a seu gosto pode ser servido desta forma que vi aqui. Funciona muito bem com bolachas de manteiga ou de chocolate.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

With arms wide open



Andam à minha volta, agarram-me as pernas, pedem-me colo. Com a força pequena da gente miúda carregam o banco que lhes foi confiado e espreitam, em jeito de confirmação dos sentidos. Abeiram-se das panelas com a desconfiança que o cuidado lhes impõe e a coragem a que a curiosidade os condena. E perguntam, perguntam sempre, na secreta esperança que a resposta seja aquela que querem ouvir. Mas não é. É sempre outra coisa que não queriam que fosse. Desenham uma casa, um sol, um arco-íris. Pedem-me que desenhe uma árvore, uma laranja, um quintal. Porque não batatas fritas? Porque não. Desenham um barco e um pescador. Porque é peixe, outra vez? Sim, outra vez, muitas vezes, as vezes que for preciso. Uma birra na pergunta, outra birra na resposta. Recebo-os com os braços bem abertos. Dou-lhes um beijinho na testa, a selar o meu compromisso do carinho que todos os dias lhes sirvo à mesa...mesmo que na mesa não esteja aquilo que eles queriam comer!


PESCADA COM MIGAS DE COUVE-FLÔR
(Adaptado do livro "Cozinha Actual, receitas Saudáveis" do Chef Vitor Sobral)
Tempo de preparação: 30 minutos;
Serve: 4 pessoas;

  • 4 postas de pescada;
  • 200 gr de alho francês;
  • 1 cebola;
  • 2 + 1 dentes de alho;
  • 4 + 6 colheres de sopa de azeite;
  • 200 ml de vinho branco;
  • salsa a gosto;
  • 800 gr de brôa;
  • 800 gr de couve-flôr;
  • 1 cebola roxa;
  • sal e pimenta q.b.

Modo de preparação:


  1. Pré aqueça o forno a 200 C.º Retire o miolo à brôa, esfarele em migalhas e reserve.
  2. Corte os dentes de alho, a cebola e o alho-francês. Numa folha de papel de alumínio coloque uma porção de alho, de alho-francês, de cebola e de salsa, sobreponha a posta de pescada, regue com o vinho branco e com uma colher de sopa por cada posta de pescada. Tempere com sal e pimenta e feche a folha de papel de alumínio como se fosse um embrulho. Leve ao forno durante 20 minutos.
  3. Entretanto, com ajuda de uma varinha mágica, triture os dentes de alho com o azeite e reserve.
  4. Arranje a couve-flôr em raminhos e coza em água a ferver com sal, sem deixar que fique cozida demais. Escalde as folhas verdes da couve-flôr e corte-as em tirinhas. Esfarele e reserve.
  5. Num tabuleiro de forno, coloque as migalhas de brôa, a couve-flôr esfarelada, as folhas cortadas em tiras, a cebola roxa cortada em gomos e regue com o azeite de alho. Leve ao forno durante 15 minutos ou até as migas ficarem estaladiças.
  6. Sirva peixe...outra vez! 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Times Like These


Se há coisas do Diabo, a gripe é de certeza uma delas. A única vantagem que me ocorre é a de ser um pretexto evidente e válido para ficar toda a tarde sem fazer nada, estirada no sofá a assistir desinteressadamente ao que quer que seja. E quando digo o-que-quer-que-seja quero dizer todo-e-qualquer-programa. E foi o que fiz, numa destas tardes frias em que a gripe me veio saudar e o sofá lhe piscou o olho. Podia ter visto um filme, um documentário ou uma série de televisão? Claro que podia, mas o certo é que só ao ver todo-e-qualquer-programa  me inteirei de coisas sem importância nenhuma e sem as quais teria vivido feliz toda a vida, mas que me valeram umas boas gargalhadas. Podia ter lido um livro, uma revista ou um jornal? Podia, podia, mas não teria percebido que o tema  "poupança" está na ordem do dia, que não faltam programas sobre gestão de finanças pessoais e figuras afins. Curioso, só não ouvi ninguém dizer que poupar não era novidade para as famílias portuguesas. Não ouvi ninguém dizer que a gestão do orçamento familiar português sempre se fez com base nesse conceito. Não ouvi ninguém dizer que a poupança não é exclusiva dos tempos que agora se vivem. Será que não ouvi bem ou foi da maldita gripe? 


EMPADÃO DE CARNE
(Inspirada no Livro "Cozinha para Quem Quer Poupar" de Mafalda Pinto Leite)
Tempo de preparação: 1h15 minutos;
Serve: 4 pessoas;


  • 1 kg de batatas descascadas e cortadas;
  • 1 colher de sopa + 2 colheres de chá de azeite;
  • 1 colher de sopa de manteiga;
  • 1 cebola;
  • 1 folha de louro;
  • 100 ml de polpa de tomate;
  • 100 ml de vinho tinto;
  • 100 ml de caldo de carne;
  • 100 ml de leite;
  • 1 talo de aipo;
  • 1 cenoura;
  • uma mão cheia de salsa e oregãos;
  • 2 dentes de alho;
  • 30 gr de queijo parmesão ralados;
  • 600 gr de carne de vaca magra;
  • sal, pimenta e noz noscada;
Modo de preparação:
  1. Cozinhe as batatas em água a ferver com sal durante 10 minutos, ou até estarem tenras. Escorra-as e reserver uma chávena com água da cozedura;
  2. Pique finamente a cebola, o alho, o aipo e a cenoura.
  3. Entretanto aqueça o azeite e a manteiga em lume médio/forte e adicione a folha de louro, o aipo, o alho, a cenoura e a cebola e deixe cozinhar mexendo frequentemente, durante cerca de 5 minutos. Adicione a carne mexendo com um garfo para desfazer a carne e deixe cozinhar até a carne ganhar cor. Reduza o lume para médio e junte a polpa de tomate, mexendo sempre. Junte o vinho e o caldo de carne e baixe para lume brando. Deixe fervilhar meio tapado e vá juntando o leite ao poucos. Deixe cozinhar até engrossar, cerca de 45 minutos. Rectifique os temperos.
  4. Pré-aqueça o forno a 220 Cº. Numa tigela esmague as batatas e adicione o liquido da cozedura, o queijo, a salsa e os oregãos e 2 colheres de chá de azeite até obter um puré. Tempere com pimenta e noz moscada.
  5. Num prato de forno, ou em individuais, distribua a carne e cubra com o puré. Leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até estar dourado. Sirva...e aproveite os tempos de gripe para curar outros males!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mal por mal


Não sei se possuo alguma das sete virtudes. Mas, sei de ciência certa, que paciente não sou. Pelos menos, por enquanto. Não queria que fosse assim, mas é.  Tenho-me questionado muitas vezes sobre o motivo para a minha impaciência. Nunca chego a conclusão nenhuma. Ou porque não tenho paciência suficiente para reflectir sobre este assunto, ou porque prefiro acreditar que faz parte da única herança que já recebi: a genética. Seja como for, admitir assim, sem mais, que não tenho a capacidade de persistir numa actividade difícil, manter a calma, acreditar que vou conseguir e libertar a ansiedade das minha acções, acreditem, é difícil. Podia ficar muito caladinha, no meu cantinho, a cultivar uma impaciência secreta, num ridículo estado de negação. Avestruz de avental com a cabeça enfiada nos tachos. Mas não. Não consigo. A minha impaciência exige acção convencida que faz coisas que só a paciência consegue!   


COMPOTA DE TANGERINA
Adaptada do Livro "Doze meses na Cozinha"
Tempo de preparação: 20 minutos + 8 horas + 3 horas;
Serve: 1,5 litros, mais ou menos.

  • 1,5 kg de tangerinas, biológicas de preferência;
  • 2,5 l de água;
  • 250 ml de licor de tangerina;
  • 2 vagens de baunilha;
  • casca de 2 limões;
  • 1,5 kg de açúcar;
Modo de preparação:
  1. Lave e enxugue as tangerinas e corte-as ao meio. Esprema o sumo e reserve as membranas, filamentos e pevides. Numa tigela com 250 ml de água coloque as pevides, as membranas e os filamentos das tangerinas.
  2. Corte as cascas das tangerinas e dos limões em tiras. Coloque as cascas, o sumo a restante água e o licor numa panela e deixe ficar assim durante 8 horas.
  3. Até as pevides, as membranas e os filamentos num pano (a isto chama-se "boneca") e junte aos ingredientes da panela e leve ao lume. Deixe ferver lentamente durante uma hora e meia, ou até reduzir o liquido para metade.
  4. Finalmente, junte as vagens de baunilha cortadas ao meio e o açúcar e retire a "boneca" e deixe ferver até atingir o ponto desejado.


Nota: revesti as tampas dos frascos onde guardei a compota com papel que comprei aqui e seguindo uma ideia que vi aqui. As etiquetas são, mais uma vez, da autoria da Raad Design. Obrigada, Ana!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

No Line on the Horizon


Não é novidade que a teoria da separação dos poderes está a cair por terra, pelo menos em Portugal. Acho que até o próprio Montesquieu concordaria sem dificuldade com esta afirmação. E é fácil perceber porquê.  Basta olhar de relance para os títulos da imprensa que se atropelam amontoados na banca dos jornais. Com esta é que o Ilustre francês não contava. Nem ele, nem eu. O poder da comunicação social. Já ninguém quer ler ou ouvir, falar ou escrever sobre eleições, Presidente ou candidatos, subvenções ou campanhas. O tema hoje é outro. É aquele que a comunicação social quis que fosse. Despertou o País com um malabarismo mediático e deu voz a quem há muito já devia ter calado. Que os portugueses não confiavam nos Tribunais, na Justiça, nos Juízes, nos Magistrados do Ministério Público e nos Advogados, eu até já sabia. Mas que os portugueses em vez do sistema judicial, do Direito e do Processo, preferiam a comunicação social como instrumento de Justiça num Estado de Direito, com essa é que eu não contava. Nem eu, nem Montesquieu, que se visse o circo montado por este novo poder ficava, certamente, com cara de batata!


GNOCCHI DE ABÓBORA COM MOLHO DE TOMATE
Tempo de preparação:
Serve: 4 a 6 pessoas;

  • 700 gr de abóbora;
  • 600 gr de batata;
  • 400 gr de farinha + alguma extra se for necessário;
  • 2 gemas;
  • 2 colheres de sopa de manteiga;
  • uma mão cheia de salsa;
  • uma mão cheia de orégãos e tomilho;
  • 800 gr de tomate em pedaços;
  • 150 ml vinho tinto;
  • 1 cebola;
  • 2 colheres de sopa de azeite;
  • 1+2 dentes de alho;
  • sal e pimenta preta q.b.;
  • queijo parmesão q.b.;
Modo de preparação:
  1. Descasque a abóbora e as batatas e parta em cubos. Pique finamente um dente de alho. Leve a manteiga ao ao lume médio numa panela de fundo espesso, adicione o alho, a abóbora e a batata e deixe cozer. (não é necessário acrescentar água pois a abóbora liberta água suficiente para a batata cozer). Quando os legumes estiverem cozidos e a água evaporar, junte uma colher de sopa de salsa picada finamente e uma colher de sopa de orégãos e tomilho. Retire do lume.
  2. Junte as gemas e envolva e por fim junte a farinha. Vá envolvendo até obter uma massa leve. Se estiver pegajoso ( o que depende da água que os legumes libertam e do tamanho dos ovos, acho eu) junte um pouco mais de farinha até obter a consistência desejada.
  3. Enrole a massa em tiras compridas e corte os gnocchi em tiras, fazendo incisões com um garfo.
  4. Entretanto, leve uma panela ao lume com azeite, a cebola  e os restantes dentes de alho finamente picados. Assim que começar a cheirar bem, junte o tomate em pedaços e o vinho tinto. Tempere com sal e pimenta e deixe apurar.
  5. Finalmente, coza os gnocchi numa panela com água e sal a ferver, durante cerca de 2 a 3 minutos.
  6. Sirva com o molho de tomate, polvilhe com salsa e queijo parmesão e divirta-se, porque o circo está montado!

Nota: Este prato também funciona bem com algumas substituições: em vez da salsa também pode usar folhas de manjericão, se gostar; pode substituir o molho de tomate por um molho básico de natas e queijo, mais calórico, mas delicioso!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Na estrada

Já perdi a conta às vezes que percorri sozinha aquela estradinha minhota. Centenas, estou certa. Mas, a soma da distância do caminho não ultrapassa nem a beleza, nem a autenticidade do percurso. Uma beleza arrependida que um dia decidiu trocar as fachadas que eram ao gosto dos seus, pelas que são ao gosto dos outros. Uma beleza envergonhada que, no Inverno, se esconde tímida detrás  dos galhos robustos das árvores, e na Primavera se exibe enfeitada de mil cores. Naquela estradinha, já perdi a conta às vezes que vi cortarem os ramos e podarem as árvores. Perdi a conta às vezes que vi ceifarem o milho, adubarem o campo e semearem a terra. Uma estradinha minhota feita de fortes contrastes que me vai guiando o caminho e que sorri à minha passagem. E, enquanto eu sigo a minha vida, é ela, aquela estradinha verde, que vem na minha direcção e pinta os meus dias com as cores da estação. Este mês salpicou-se de laranja vivo e lembrou-me que é tempo de tangerinas....que serviram de mote a esta salada especial!

SALADA DE PRESUNTO, QUEIJO E TANGERINA
(Adaptada do Livro Cozinhando de Jamie Oliver)
Tempo de preparação: 5 minutos;
Serve: 4 pessoas;

  • 4 tangerinas + sumo de 1 tangerina, biológicas de preferência;
  • 4 fatias de presunto;
  • 2 bolas de queijo mozzarella de bufala;
  • 100gr de mistura de rúcula e espinafres vermelhos;
  • 5 colheres de sopa de azeite,
  • 2 colheres de sopa de vinagre balsâmico;
  • sal e pimenta preta q.b.;
  • queijo parmesão q.b.;
Modo de preparação:
  1. Comece por preparar o molho, juntando o azeite com o vinagre, o sumo de uma tangerina e o sal e batendo com uma vara de arames. Reserve.
  2. Lave  e escorra os vegetais e disponha-os numa tigela. Reserve.
  3. Descasque e corte em lâminas finas as tangerinas, retirando as pevides. Reserve. Disponha meia bola de queijo pelos pratos em que vai servir a salada (4 pratos) e tempere com sal e pimenta preta. Entretanto, tempere com cuidado as folhas com o molho (pode não ser necessário usar o molho todo). Disponha uma fatia de presunto, algumas folhas e lâminas de tangerina por cima do queijo.
  4. Polvilhe com o queijo parmesão e sirva imediatamente.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O Que Faz Falta

Longe de mim querer apelar ao intimo revolucionário que ainda possa resistir a este tempo nefasto de crise. Longe de mim, que  já nasci depois da dita revolução, querer por em causa o que quer que seja deste sistema pelo qual nem sequer lutei. Mas, que diabo? O que faz falta? O País parece estar a fazer a sesta enquanto  uma campanha presidencial, morna e desinteressante, decorre. Dorme a sono solto e não há quem o acorde. Os salários foram cortados e as pensões congeladas. Os impostos subiram em silêncio e  arrastaram pela calada a gasolina, os transportes, a água, a luz e as taxas moderadoras. As portagens virtuais se fazem cobrar como se fossem um peditório de Igreja, em que quem não paga, peca. O abono de família foi cortado. O pão subiu e o vinho também. E o País cochila alegre ao som de discursos bacocos a que ninguém parece querer dar cavaco. O que faz falta? O que faz falta é acordar a malta !....Nem que seja só para comer um pedaço de tarte de chocolate com pêra e avelãs! 



TARTE DE CHOCOLATE, PÊRA E AVELÃS
(Adaptado do Livro "Iguarias Saudáveis" de Isidora Popovic)
Tempo de preparação: 1 hora;
Serve: 10 a 12 fatias;

  • 90 gr + 90 açucar mascavado claro;
  • 275 gr + 90 gr farinha;
  • 125 gr + 45 gr manteiga;
  • 10 gr cacau em pó;
  • 15 gr chocolate em pó;
  • 1 + 1 ovo;
  • 1 1/2 colher de chá de fermento em pó;
  • 2 pêras grandes;
  • 90 gr de chocolate preto com avelãs;
  • 90 gr de chocolate de leite;
  • 180 ml de natas;
  • 30 gr de avelãs sem pele;
  • 2 colheres de sopa de mel;
Modo de preparação:
  1. Forre uma forma de tarte com papel vegetal.
  2. Comece por preparar a base da tarte juntando 275 gr de farinha, 90 gr de açúcar, 125 gr de manteiga, o cacau e o chocolate em pó num robot de cozinha. Misture tudo até formar migalhas. Adicione o ovo e bata novamente até a massa despegar das paredes da máquina. Retire e estenda a massa numa superfície ligeiramente enfarinhada. Forre a forma preparada com a massa e corte para retirar o excesso. Guarde no frigorífico até necessitar.
  3. Aqueça o forno a 190ºC. Bata o restante açúcar com a manteiga até obter uma massa homogénea. Adicione o ovo e o fermento  com uma batedor de varas, e por fim incorpore  a farinha, delicadamente, com a mão.
  4. Aqueça as natas em lume brando até levantar fervura. Junte o chocolate e bata até obter um creme macio. Envolva este preparado com a mistura anterior. Deite sobre a base da tarte.
  5. Descasque e corte as pêras em lâminas. Disponha as fatias de pêra por cima da massa de chocolate. Parta grosseiramente as avelãs e espalhe por cima da tarte. Leve ao forno por cerca de 35 minutos, ou até a tarte estar cozida.
  6. Quando estiver pronta retire do forno e pincele as fatias de pêra com mel e deixe assentar um pouco antes de servir....e acorde a malta!