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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Love Song


Quem não gosta de uma bela história de amor? Um romance a sério, com zangas e separações, maus da fita e invejosos, boatos e  bulimia e tudo a que uma princesa moderna possa aspirar? Hoje, até o ser menos curioso, menos crente, menos aristocrata, menos fútil está estrábico. Um olho na vida de todos os dias, o outro em Kate e na fábula que a televisão torna real. Espreita, quase sem querer, um pedacinho dessa outra vida e sonha. Sonha com a filha dos empresários plebeus que, com as duas mãos que Deus lhes deu, subiram na escala social. Sonha em continuar a ser Povo que, com a nobreza do seu suor, trabalha, cria e empreende para um dia poder ter uma vida de Rei. Suspira por uniões improváveis e deseja que tudo acabe bem. Sonha e sorri, porque ninguém fica indiferente a uma história de amor.

FUSILLI COM GAMBAS, TOMATE E RÚCULA
Tempo de preparação: 25 minutos
Serve: 4 pessoas;

  • 450 gr de fusilli, ou outra massa da sua preferência;
  • 400 gr de gambas;
  • 3 dentes de alho;
  • 2 malaguetas secas;
  • 4 tomates secos;
  • 60 ml de espumante;
  • 6 colheres de sopa de polpa de tomate;
  • uma mão cheia de rúcula;
  • raspa de meio limão;
  • azeite, sal e pimenta preta;
Modo de preparação:
  1. Coza a massa até ficar al dente e reserve uma chávena de água da cozedura.
  2. Entretanto, descasque as gambas deixando apenas a cauda e faça um corte longitudinal, limpando-as. Coloque-as numa taça com um dente de alho picado, uma malagueta e tempere com sal. Reserve.
  3. Leve um fio de azeite ao lume, com os restantes dentes de alho, a malagueta, e o tomate seco picados. Junte o espumante e a polpa de tomate. Deixe apurar.
  4. Aqueça uma generosa quantidade de azeite e mergulhe as gambas durante cerca de 30 segundos e retire imediatamente.
  5. Junte a massa cozida ao molho quente e envolva bem. Junte a água da cozedura se lhe parecer necessário. Junte também as gambas, metade da rúcula grosseiramente rasgada, e a raspa de limão.
  6. Polvilhe com a restante rúcula e sirva imediatamente.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

The Thrill Is Gone ?

Longe vai o tempo em que só se cozia Pão uma vez na semana. O "Pão nosso de cada dia" era benzido antes de ir para o forno, retirado  com cuidado, embrulhado com candura, guardado em sigilo e venerado na mesa. Num País onde o Pão é quase uma religião, "não há mesa sem Pão", nem que seja "o que o Diabo amassou".  Cada região tem o seu e faz gala disso. Não há açorda sem Pão Alentejano, nem sarrabulho sem Broa. Nas romarias é Rei, com fêveras ou sardinhas, nos banquetes é Príncipe com miniaturas de preguinhos. E, perdoem-me os franceses, pois Deus sabe o que gosto de baguettes, mas não há como o Pão de Mafra ou a Broa de Avintes.  Mas, neste País em que uma Padeira fez história, e uma Rainha fez milagres, já não se coze Pão uma vez na semana. Coze-se todos os dias e a cada cinco minutos. Um Pão sem alma, e sem sabor, que chega congelado em tabuleiros ordenados, e parte em sacos de papel impessoais. Bem sei que ao aroma do Pão quente ninguém consegue resistir, mas a verdade é que o sabor não nos pode enganar! Custa-me ver que há cada vez menos padarias,  que os portugueses sucumbiram ao pão mole ensacado, enriquecido e conservado. Eu adoro Pão. Pão a sério, que deixa migalhas quando se parte e deixa saudades quando não há. Gosto do pão tradicional, fresco ou torrado com manteiga. Mas também gosto do Pão moderno, com mil sabores a acompanhar. Esta é uma das minhas receitas de pão predilecta...espero que gostem!



PÃO DE TOMATE SECO E ALECRIM
Tempo de preparação: 15 minutos + 90+45 minutos de levedura + 20 minutos de cozedura;
Serve: 12 pães;
 
  • 15 gr de fermento de padeiro;
  • 15 gr de açúcar;
  • 15 gr de sal;
  • 300 ml de água;
  • 500 gr farinha sem fermento;
  • 2 colheres de sopa de alecrim;
  • 10 tomates secos cortados em pedaços;

Modo de preparação:
  1. Dissolva o fermento e o açúcar na água morna. Atenção à temperatura da água, pois se estiver muito quente impede que o fermento exerça a sua função. Tape com um pano húmido e deixe repousar durante 5 minutos ou até que apareçam borbulhas na superfície;
  2. De seguida, numa tigela grande, misture a farinha com o sal, o tomate seco e o alecrim, cortados. Faça uma cova no centro e deite a água com o açúcar e o fermento. Faça movimentos rápidos para misturar tudo.
  3. Deite esta mistura numa superfície limpa e amasse durante cerca de 10 minutos. Ajuste com mais farinha se lhe parecer necessário. Esta é a parte mais divertida! Se não achar graça nenhuma...utilize uma batedeira eléctrica na opção gancho.
  4. Coloque a massa levemente enfarinhada numa tigela. Dê uns golpes na massa e cubra a tigela com película aderente. Deixe repousar em local quente durante 60-90 minutos, ou até que duplique o seu tamanho.
  5. Depois de ter duplicado o seu tamanho, divida a massa em mais ou menos 12 porções, com o mesmo peso. Lembre-se que vão duplicar de tamanho! Com as mãos, forme rolinhos que serão pequenos pães. Polvilhe um tabuleiro com farinha de milho e disponha os pães no tabuleiro enfarinhado, com distância entre eles suficiente para que não se colem quando crescerem. Coloque o tabuleiro num local resguardado de correntes de ar e tape com um pano. Deixe levedar cerca de 45 minutos ou até que o tamanho duplique.
  6. Aqueça o forno a 230 Cº. Entretanto, pincele os pães com água e introduza-os no forno. Um truque que utilizo para que os pães fiquem dourados é colocar uma travessa com água a ferver dentro do forno. Só assim consigo gerar a humidade típica dos fornos industriais das padarias. Sem este truque, os pães ficam cozidos e saboreados, mas não lindos, dourados e estaladiços.
  7. Coza os pães durante cerca de 25 minutos ou até que fiquem dourados. Saboreie pão acabado de fazer...com alma e sabor!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Laught about it

Tenho uma secreta admiração por pessoas organizadas. Não aquelas pessoas medianamente organizadas, como eu! Admiro as pessoas infalivelmente, metodicamente, matematicamente organizadas. Aquelas pessoas que não chegam sequer a abrir o último pacote de arroz, massa ou farinha. Aquelas pessoas que organizam antecipadamente os seus cardápios semanais e elaboram listas de compras, como quem resolve uma equação. Ai, se vocês soubessem como gostava de ser assim. Verdade seja dita: eu nunca tive grande queda para a matemática. Como em quase tudo na minha vida, também a minha despensa vive mais de prosa e poesia do que de ciência e método. Há dias de romance, dias de policial e também dias de comédia. Muitos. Muitos mais do que vocês possam imaginar, porque às vezes, tentando descobrir o que vai ser o meu jantar, olho para a minha despensa e minha organização desorganizada só me pode dar para rir!Posso ter seis pacotes de açúcar, mas não ter nenhum pacote de arroz. Nestes muitos dias de comédia, como o riso não me alimenta o corpo, e os ingredientes disponíveis são poucos, socorro-me destas formulas simples e convenço-me de que não preciso de implementar um método!


ESPARGUETE COM TOMATE SECO, CEBOLA VERMELHA E VINAGRE BALSÂMICO
(Ligeiramente adaptado do Livro The Return of the Naked Chef Jamie Oliver)
Tempo de preparação: 10 minutos
Serve: 4 pessoas
  • 450gr de esparguete;
  • 1 cebola vermelha;
  • 15 tomates secos, escorridos;
  • 8 colheres de sopa de azeite;
  • 3 colheres de sopa de vinagre balsâmico;
  • 2 colheres de sopa de oregãos secos, ou uma mão-cheia de folhas de manjericão fresco;
  • queijo parmesão ralado na hora, para servir;
  • sal e pimenta preta q.b.;

Modo de preparação:

  1. Coza a massa até ficar al dente. Entretanto, pique a cebola e o tomate.
  2. Leve ao lume uma frigideira com azeite e com a cebola picada. Deixe amolecer a cebola, e junte o tomate seco cortado, os oregãos e o vinagre balsâmico. Tempere com pimenta preta moída na hora.
  3. Envolva a massa no molho e sirva com queijo parmesão e ria-se de todos aqueles defeitos que sabe ser incapaz de mudar!