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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Asas Delta


Clara nunca esteve sozinha. Nem nunca estará. Acredita sempre que é desta, que finalmente encontrou o amor. Como de costume, apressa-se a apresenta-lo à família, aos amigos, aos colegas. Como se o juízo deles lhe mudasse o rumo da decisão. Não muda. E ela bem sabe disso. Deixa a ponta solta. E vai ser sempre assim. Troca gestos infantis com ele à frente de toda a gente. Agarra-se a ele, troca mensagens em código, olhares de cumplicidade. Que bem que ela representa o papel. No fundo, Clara sabe que tão depressa ata o nó como o desata e procura novo amor. De pulo em pulo, como se tivesse asas nos pés.


PÃO DE QUEIJO COM SEMENTES DE PAPOILA
Tempo de preparação: 25 minutos + 20 cozedura;
Serve: 6-8 pessoas;

  • 2 chávenas de leite;
  • 200 gr de manteiga;
  • 1 colher de sopa de sal;
  • 200 gr de queijo ralado (uso tipo flamengo)
  • 500 gr de farinha de mandioca;
  • 3 ovos;
  • sementes de papoila para decorar;
Modo de preparação:
  1. Pré-aqueça o forno a 190 Cº e forre um tabuleiro com papel vegetal.
  2. Entretanto, leve o leite e a manteiga ao lume até a manteiga estar derretida. Reserve.
  3. Numa tigela grande, junte a farinha de mandioca ao sal. Acrescente o leite e manteiga derretidos e bata até obter ruma massa homogénea. Junte os ovos, um a um, sem deixar de bater. 
  4. Finalmente acrescente o queijo ralado.
  5. Forme bolinhas de massa e disponha no tabuleiro já preparado, deixando intervalos para os pães crescerem.
  6. Polvilhe sementes por cima dos pães e leve ao forno até estar dourado. Sirva quente.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Sem fazer planos


Gostava de sentir o peso dos dias iguais. Gostava do conforto da repetição dos gestos, das palavras, das horas. Aquela sensação de fio que conduz à meada, de corredor de supermercado ordenado, de chá morno com bolinhos quentes, faziam-na sentir-se feliz. Adorava chá morno e bolinhos quentes. Sempre que alguém ia de viagem encomendava-lhe chá. A chávena a fumegar, as migalhinhas a tombar na toalha, o excesso de sabor a cada dentada num bolinho morno. A vida para ela era um ritual sagrado, cheio de orações repetidas até à exaustão. De cor, sem pensar, mecânicamente. E Olivia gostava dos seus dias assim. Em Agosto, quando a casa ficava vazia e todos iam para a praia, fechava-se sobre si própria à espera que o tempo passasse. Os seus dias enchiam-se de silêncio e tristeza. Tantas horas, tanto tempo, tantos planos por fazer. Sou tão diferente da Olivia.


TAÇAS DE PÃO À BOLONHESA
Tempo de preparação: 15 minutos + 30 minutos cozedura;
Serve: 4 pessoas

  • 8 fatias de pão de forma;
  • 8 fatias de presunto;
  • 1 cebola pequena;
  • 1 dente de alho;
  • 1 cenoura pequena;
  • 30 ml de vinho branco;
  • 2 colheres de sopa de azeite;
  • 250 gr de carne picada;
  • uma mão cheia de salsa;
  • 3 colheres de sopa de polpa de tomate;
  • 1 ovo;
  • 1 bola mozarella de bufalla;
  • sal e pimenta preta;
Modo de preparação:
  1. Pré-aqueça o forno a 180 C.º. Unte 8 formas de queque.
  2. Com a ajuda de uma rolo de cozinha, espalme o pão e forre as formas. Leve ao forno por 5 minutos, ou até estar firme. Retire e reserve.
  3. Entretanto, pique finamente o dente de alho, a cebola e a cenoura e leve com o azeite ao lume. Deixe alourar e junte a carne, o vinho e a polpa de tomate. Reduza a temperatura e deixe cozinhar, até a água ter evaporado. Tempere com sal e  pimenta preta moída no hora. Retire do lume e misture o ovo ligeiramente batido.
  4. Forre as forminhas com a carne e as fatias de presunto rasgadas e coloque uma fatia de queijo por cima e polvilhe com salsa fresca. Leve ao forno cerca de 25-30 minutos, ou até a carne estar firme. Sirva ou leve consigo numa lancheira para um dia sem fazer planos.
NOTA: Estas taças de pão à bolonhesa são ideais para aproveitar restos de carne picada já cozinhada. Ou qualquer outro recheio que quiser.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Every Teardrop Is A Waterfall

Não aconteceu em vão, aconteceu porque tinha que ser. Repete esta frase vezes sem conta enquanto enfia os dedos gordos na lata onde guarda a farinha. Consola-se a pensar em gente moribunda, mutilada, doente, pegajosa. De repente, parece que a guerra de longe está ali, a bater-lhe à porta. E ela serena. Aconteceu assim porque tinha que ser. Afasta os cacarecos que tem em cima da bancada preta da cozinha e guarda com cuidado os naperons de linho grosso. Uma exposição de mau gosto que visita todos os dias. Vai amassando o pão com força, em jeito de disfarce para o fastio que sente pela sua vida medíocre. Um cheiro morno a alecrim inunda a casa enorme. Abre a boquinha pequena para soltar um grito áspero.  Faltará sal ou azeite. Em quarenta e dois anos nunca o marido lhe elogiou o estilo culinário. Senta-se à frente dele e mastiga em silêncio. Olha-o com uma pontinha de emoção. Casou-se com ele porque tinha que ser. Álvaro abre a boca e deixa escapar, como se deixasse cair uma moeda da algibeira, está muito bom. Lágrimas redondas e salgadas rolam-lhe pela face. Três. Três lágrimas.

FOCACCIA DE AZEITONAS E ALECRIM
(ligeiramente adaptada daqui)
Serve: 1 focaccia grande;
Tempo de preparação: 15+ 45+ 30 ( levedura) + 30 (cozedura)

  • 430gr de farinha;
  • 2 colheres de sopa de alecrim + 2 hastes para decorar;
  • 7gr de fermento instantaneo seco;
  • 1 colher de chá de sal + extra para polvilhar;´
  • 1 colher de chá de mel;
  • 300ml de água morna;
  • 1 + 2 colheres de sopa de azeite;
  • 20 azeitonas pretas sem caroço;
Modo de preparação:
  1. Numa tigela grande, misture a farinha, o alecrim, o sal e uma colher de azeite. Mexa para incorporar os ingredientes.
  2. Entretanto misture a água morna com o fermento e o mel. Aguarde até que se formem bolhas à superficie. Faça uma cova no centro da farinha e misture com uma colher de pau até que uma massa se  comece a formar. Transfira para uma superfície levemente enfarinhada cerca de 10 minutos. Como esta massa é muito macia e  um pouco pegajosa, pode optar por sova-la numa batedeira electrica durante cerca de 10 minutos.
  3. Faça uma bola com a massa e coloque em uma tigela grande, levemente untada com azeite e enfarinhe a superficie. Cubra com pelicula aderente e deixe levedar cerca de 45 minutos ou até que dobre o seu tamanho.
  4. Unte com azeite uma assadeira grande, de beiradas baixas. Transfira a massa para a assadeira e pressione levemente para retirar o excesso de ar. Dê à massa um formato ovalado, fazendo que com que tenha aproximadamente 2cm de espessura e 25cm de comprimento. Pincele levemente com azeite e cubra novamente com pelicula aderente. Deixe levedar ela segunda vez, durante cerca de  por cerca de 30 minutos ou até que duplique novament eo tamanho.
  5. Pré-aqueça o forno a 220°C. Retire a pelicula aderente da focaccia. Polvilhe com farinha as pontas dos seus três dedos centrais de uma das mãos e faça furinhos em toda a extensão da massa (sem deixar que atravessem o fundo). Pressione pedaços de azeitona nos buracos. Pincele a massa com 2 colheres de sopa de azeite e pressione raminhos de alecrim na massa e polvilhe com sal grosso.
  6. Deixe cozer até que o topo da foccacia fique dourado, cerca de 25 minutos. Retire do forno e sirva ainda morna.
NOTA: Esta receita participa no desafio do 3º aniversário do blogue Figo Lampo. Longa Vida ao Figo Lampo e muitos parabéns!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

With arms wide open



Andam à minha volta, agarram-me as pernas, pedem-me colo. Com a força pequena da gente miúda carregam o banco que lhes foi confiado e espreitam, em jeito de confirmação dos sentidos. Abeiram-se das panelas com a desconfiança que o cuidado lhes impõe e a coragem a que a curiosidade os condena. E perguntam, perguntam sempre, na secreta esperança que a resposta seja aquela que querem ouvir. Mas não é. É sempre outra coisa que não queriam que fosse. Desenham uma casa, um sol, um arco-íris. Pedem-me que desenhe uma árvore, uma laranja, um quintal. Porque não batatas fritas? Porque não. Desenham um barco e um pescador. Porque é peixe, outra vez? Sim, outra vez, muitas vezes, as vezes que for preciso. Uma birra na pergunta, outra birra na resposta. Recebo-os com os braços bem abertos. Dou-lhes um beijinho na testa, a selar o meu compromisso do carinho que todos os dias lhes sirvo à mesa...mesmo que na mesa não esteja aquilo que eles queriam comer!


PESCADA COM MIGAS DE COUVE-FLÔR
(Adaptado do livro "Cozinha Actual, receitas Saudáveis" do Chef Vitor Sobral)
Tempo de preparação: 30 minutos;
Serve: 4 pessoas;

  • 4 postas de pescada;
  • 200 gr de alho francês;
  • 1 cebola;
  • 2 + 1 dentes de alho;
  • 4 + 6 colheres de sopa de azeite;
  • 200 ml de vinho branco;
  • salsa a gosto;
  • 800 gr de brôa;
  • 800 gr de couve-flôr;
  • 1 cebola roxa;
  • sal e pimenta q.b.

Modo de preparação:


  1. Pré aqueça o forno a 200 C.º Retire o miolo à brôa, esfarele em migalhas e reserve.
  2. Corte os dentes de alho, a cebola e o alho-francês. Numa folha de papel de alumínio coloque uma porção de alho, de alho-francês, de cebola e de salsa, sobreponha a posta de pescada, regue com o vinho branco e com uma colher de sopa por cada posta de pescada. Tempere com sal e pimenta e feche a folha de papel de alumínio como se fosse um embrulho. Leve ao forno durante 20 minutos.
  3. Entretanto, com ajuda de uma varinha mágica, triture os dentes de alho com o azeite e reserve.
  4. Arranje a couve-flôr em raminhos e coza em água a ferver com sal, sem deixar que fique cozida demais. Escalde as folhas verdes da couve-flôr e corte-as em tirinhas. Esfarele e reserve.
  5. Num tabuleiro de forno, coloque as migalhas de brôa, a couve-flôr esfarelada, as folhas cortadas em tiras, a cebola roxa cortada em gomos e regue com o azeite de alho. Leve ao forno durante 15 minutos ou até as migas ficarem estaladiças.
  6. Sirva peixe...outra vez! 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Riding with the King


Não sei bem em que altura é que deixamos de festejar os Reis(Magos).  Deixamos enquanto País, quero eu dizer, pois cá por casa a identidade nacional cede à pressão dos laços que a esmagam com um sorriso que "me encanta". Um sorriso genuíno e pujante que me enche a alma com uma sonoridade própria e que cativa no primeiro contacto com a saudação descontraída de quem não entra em competições: "Hola Guapa"! Não sei se é por partilhar com ela "un montón" de outras coisas ou tão só porque ela me dá uma visão mais animada do mundo, a verdade é que Espanha "me gusta" e celebrar "los Reyes" também. Não sei bem quando é que essa deixou de ser uma celebração própria para passar a ser uma celebração importada, mas  "no pasa nada" porque eu continuo a fazer Ceia de Reis, mesmo sem "Cabalgata"sem "regalos", com a ideia fixa de uma noite de "Fiesta".

BACALHAU COM BRÔA
Tempo de preparação: 20 minutos
Serve: 4 pessoas

  • 4 lombos de bacalhau;
  • 2 dentes de alho;
  • 4 gemas;
  • 1 ovo batido;
  • farinha q.b.;
  • azeite q.b.;
  • 1/2 chouriço de carne, de boa qualidade;
  • 600 gr de brôa;
  • 60 ml de azeite;
  • um molho de grelos;
  • sal, pimenta preta moída q.b.;
Modo de prepração:
  1. Pré aqueça o forno a 200 C.º. Retire o miolo à brôa, esfarele em migalhas e reserve.
  2. Entretanto, com ajuda de uma varinha mágica, triture os dentes de alho com o azeite e reserve.
  3. Corte o chouriço em fatias finas, ou em tiras se gostar mais, coloque-o numa frigideira anti-aderente e leve ao lume alto. Assim que o chouriço libertar a gordura e ficar estaladiço, retire do lume e reserve.
  4. Num tabuleiro de forno, coloque as migalhas de brôa, o chouriço, a gordura e regue com o azeite de alho. Leve ao forno durante 10 minutos ou até as migas ficarem estaladiças.
  5. Entretanto, coza o grelos em água e sal.
  6. Aqueça um tacho fundo com azeite suficiente para mergulhar os lombos de bacalhau.
  7. Passe os lombos de bacalhau por farinha e ovo e mergulhe no azeite a ferver. Deixe apenas 3 a 4 minutos e retire.
  8. Finalmente, escalfe as gemas em água a ferver (a minha gema abriu no momento de tirar a foto, por isso não se vê a gema de ovo inteira...)
  9. Sirva colocando os grelos cozidos, as migas de brôa, o bacalhau e finalmente a gema de ovo. Regue com um fio de azeite e delicie-se com este bacalhau que é nosso na noite de "nuestros hermanos".

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Crystal Ball


Entramos em contagem decrescente. Os ponteiros do relógio  avançam  com velocidade rigorosa e ar de dever cumprido. A cada minuto, um pensamento. Uma alegria e uma tristeza. Uma chegada e uma partida. Uma vitória e uma derrota. Pesam-se os prós e os contras. Salpica-se com uma mão cheia de gargalhadas sonoras e rega-se com um pingo de lágrimas escondidas. Rectificam-se os temperos da vida. E recomeçam-se os cozinhados de sempre. Identificam-se  as insatisfações, reconhecem-se os problemas e investigam-se soluções.  Aplaudem-se os sucessos, agradecem-se as benesses e      acaricia-se a Bola de Cristal.   Reiteram-se os desejos, reinventam-se os actos e renovam-se as esperanças. Entramos em contagem decrescente  para mais um Ano Novo!


PÃO COM CHOURIÇO
(ligeiramente adaptada daqui)
Tempo de preparaçao: 10 minutos + 2h30 minutos de levedura+ 1 hora de cozedura
Serve: 10 a 12 pães

  • 500 gr de farinha;
  • 20 gr de levedura;
  • 250 ml de água morna;
  • 2 gemas
  • 0,5 dl de óleo
  • 8 gr de sal
  • 8 gr açúcar
  • 1 chouriço de carne cortado às rodelas finas

Modo de preparação:
  1. Diluir a levedura na água morna e adicionar o açúcar, e deixar descansar até que se formem borbulhas à superficie;
  2. Adicionar a farinha e o sal e incorporar bem. Depois, adicionar as gemas e o oleo e amassar até obter uma massa homogénea, elástica e brilhante. Colocar numa tigela e tapar com película durante e deixar levedar cerca de 2 horas ou até que tenha duplicado o seu tamanho.
  3. Numa superficie levemente enfarinhada, estender a massa no formato que quiser, eu escolhi em pãezinhos médios, e colocar rodelas de chouriço no seu interior e enrolar. Colocar num tsbuleiro de forno previamente preparado com papel vegetal, ou tapete de silicone, polvilhar com um pouquinho de farinha e deixar levedar novamente cerca de 30 minutos.
  4. Levar ao forno pre-aquecido a 160 C.º durante 45 minutos a uma hora.
  5. Neste final de Ano, repleto de jantares de Amigos, de petiscos e de patuscadas, deixo esta sugestão de "multa" que se adivinha bem aceite! 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Try Again...

A primeira vez que fiz pão em casa foi um verdadeiro desastre. Tinha visto o Jamie Oliver fazer um pão lindo, dourado, com uma crosta estaladiça, e imaginei-me logo a fazer - e a comer- um igual. Convenci-me de que também era capaz. Abri o livro, li com atenção as indicações e, com o coração cheio de esperança, lancei-me sobre a bancada da cozinha. Arregacei mangas, prendi cabelo, tirei anéis e relógio. Nada me iria atrapalhar. Juro que imitei todos os gestos circulares, com a máxima rapidez de que fui capaz. Bolas! No programa parecia tão fácil! Mas, sobre a minha bancada não se formava bola de massa nenhuma. Ao contrário. A massa tinha vida própria. Espalhara-se pelo chão, pelos azulejos, pelo avental, pelas mãos, pelo cabelo....enfim. Desolada, limpei toda a porcaria que tinha feito e aceitei com humildade os meus erros. À medida que ia limpando os vestígios brancos na minha cozinha, ia curando os salpicos de orgulho ferido, gracejando com a minha pequenez e troçando com os restos da minha derrota. Há dias em que as coisas não correm bem .Quem gosta de cozinhar sabe que é preciso ser humilde. Só assim podemos mudar, melhorar, ultrapassar as dificuldades e ser bem sucedidos no final....depois de termos limpo muitos, muitos, muitos salpicos de farinha!


PÃO RÚSTICO
(receita adaptada daqui)
Tempo de preparação: 10 minutos + 12 horas de fermentação + 10 minutos +3 horas de fermentação + 30 a 45 minutos de cozedura;
Rendimento: 4 ou 6 cacetes dependendo do tamanho;


Massa branca fermentada:
  • 250 gr farinha;
  • 175 ml água;
  • 5 gr sal;
  • 5 gr fermento de padaria (fermento activo fresco);
Massa de cacete:
  • 250 gr massa branca fermentada;
  • 300 ml água
  • 500 gr farinha;
  • 10 gr sal;

Modo de preparação:
  1. Com, pelo menos 12 horas de antecedência , ou de um dia para o outro, preparamos a massa branca fermentada, misturando todos os ingredientes até obtermos uma massa branco lisa e homogénea. Como a massa é bastante pegajosa, podemos misturar com uma colher, ou utilizar a batedeira na opção gancho.
  2. Colocamos numa tigela e tapamos com película aderente e deixamos repousar no frigorífico de um dia para o outro, até que tenha duplicado o seu tamanho ( até 14 horas de fermentação) .
  3. Com esta quantidade iremos obter cerca de 400 gr de massa branca fermentada. Podemos utilizar toda a quantidade, ou apenas uma parte e a restante voltamos a guardar no frigorífico, uma vez que se conserva perfeitamente até 6 dias.
  4. Quando obtivermos a massa branca fermentada, podemos preparar os cacetes de pão rústico. Começamos por misturar a farinha com a água até obter uma massa lisa e homogénea, amassando cerca de 5 minutos ( com as mãos, com uma colher ou na batedeira). Cobrimos com um pano húmido e deixamos repousar cerca de 30 minutos.
  5. Depois juntamos os 250 gr de massa branca fermentada e o sal ao preparado anterior . Numa superfície de trabalho enfarinhada, sovamos a massa cerca de 10 minutos, ou até que a massa deixe de estar colada à bancada de trabalho.Não tenha medo de adaptar as quantidades de farinha ou de água, conforme lhe for parecendo necessário.Colocamos a massa de pão numa tigela, tapamos com película aderente e deixamos repousar num local quente e sem correntes de ar. durante cerca de 2 horas ou até que o seu tamanho duplique.Pulverize a massa com um pouco de água, para impedir que seque.
  6. Quando o seu tamanho tiver duplicado colocamos a massa numa superfície de trabalho enfarinhada e cortamos tiras com cerca de 10 cm de largura. Damos-lhe um formato rectangular tosco e transferimos para o tabuleiro ou pedra de forno. Deixamos repousar novamente cerca de 45 minutos.
  7. Entretanto pré aquecemos o forno a 200 Cº. Pincelamos os cacetes com um pouco de água e colocamos no forno bem quente. Ao mesmo tempo que colocamos o pão no forno, como já tinha explicado aqui e aqui, colocamos também uma travessa com água a ferver dentro do forno. O tempo de cozedura dependerá do tamanho dos cacetes.
  8. Se não se sair bem à primeira, não desanime, aceite humildemente que tem que melhorar e acredite que vai conseguir!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Slow down



Costumam dizer-me que sou uma pessoa segura, confiante, optimista e decidida. Apesar de gostar destas caracteristicas que simpaticamente me atribuem, sou forçada a discordar. A verdade é que sou como os outros. Igual, sem tirar nem pôr. Padeço da mesma ansiedade, insegurança e pessimismo. Tenho os meus dias, horas e momentos de indecisão. Não acredito nessa divisão tão linear das coisas. Para mim não existem pessoas ansiosas e não ansiosas. Existem pessoas que controlam magistralmente a sua ansiedade. Escutam a sua mente com atenção. Ouvem os passinhos rápidos e apressados da ansiedade. E, assim que sentem o seu bafo quente e adocicado perto do ouvido, sussurando alarme, desgraça e desânimo, fogem e afastam o seu pensamento para longe. Eu sou assim. Sou ansiosa. Este é um traço hereditário do meu carácter que combato estoicamente. Luto com firmeza contra a ansiedade. Uma das coisas que me traz serenidade e me faz sorrir alegremente pensando com optimismo nos problemas, é cozinhar. Refugio-me na minha cozinha e só volto quando já me acalmei. Este é uma dos meus truques habituais para afastar pessimismo, nervosismo e tristeza. Hoje para combater a ânsia fiz estes enrolados de maçã, noz e canela e esqueci completamente o fim-de-semana de chuva! Experimentem....




ENROLADOS DE MAÇÃ, NOZ E CANELA
Adaptado do Livro Cozinha para Quem quer Poupar de Mafalda Pinto Leite)
Tempo de preparação: 10 minutos + 90 minutos de fermentação + 30 minutos de cozedura
Serve: 6 a 8 pessoas;

  • 125 ml + 1 colher de sopa de leite morno;
  • 2 colheres de chá de fermento para pão (Tipo Fermipão);
  • 2 + 1 colheres de sopa de açúcar;
  • 1 ovo batido + 1 gema;
  • 250 gr de farinha sem fermento;
  • 60 gr de manteiga;
  • 200 gr de maçã;
  • 100 gr de noz;
  • 1 colher de chá de canela;
  • açucar em pó para polvilhar;
Modo de preparação:
  1. Numa tigela misture a farinha e o fermento. Com a batedeira eléctrica a trabalhar, adicione a manteiga e bata por 1 minuto. Junte 125 ml de leite, 2 colheres de sopa de açúcar e o ovo batido e bata durante cerca de 8 minutos, até se formar uma bola de macia e elástica. A massa não deve ficar pegajosa, por isso adicione mais farinha se achar necessário. Reserve tapado com papel aderente num local longe de correntes de ar, e deixe levedar por cerca de 45 minutos, ou até que duplique o seu tamanho.
  2. Entretanto, rale a maçã e a noz e misture com o restante açúcar e a canela. Reserve.
  3. Quando a massa tiver duplicado o seu tamanho, transfira para uma superfície limpa levemente enfarinhada e estenda com o formato de um rectângulo. Barre a massa com a mistura de maçã, noz e canela, e começando com a parte mais comprida, enrole formando uma espécie de tronco. Corte cerca de 12 fatias.
  4. Num tabuleiro forrado com papel vegetal, disponha as fatias encostadas. Entretanto misture a gema de ovo com o leite restante e pincele os enrolados. Deixe levedar mais 45 minutos, ou até duplicarem o seu tamanho.
  5. Leve ao forno a 180 C.º durante cerca de 30 minutos e sirva quente. Pode fazer na véspera e aquecer quando servir...e relaxe!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

That´s Life


Ultimamente tenho pensado muito acerca da felicidade e de qual o caminho a percorrer para a encontrar. Onde descobrimos a felicidade que estamos à espera? Num novo par de sapatos , num destino paradisíaco de férias ou num jantar de sábado à noite? Podemos programar a felicidade? Tenho observado que as pessoas procuram compulsivamente a felicidade de forma obsessiva, exaustiva, esgotante. Muitos tentam programa-la, relegando a felicidade para certas alturas do ano, conformando-se com pequenos salpicos de alegria qual tempero da vida. Outros tentam apropriar-se dela, procurando encontra-la na riqueza, nos bens de consumo, e na satisfação das necessidades que, acreditando serem as suas, vão multiplicando. Acredito que a felicidade esteja na vida. Todos os dias, a cada momento. Uns dias mais, outros menos. Ás vezes sozinhos, outras acompanhados. Fatigados de procurar, esbarramos na felicidade , tropeçamos nela, sem nos darmos conta. Encontramos a felicidade quando apreendemos a apreciar a nossa vida! Uma das coisas que traz felicidade aos meus dias é, como sabem, cozinhar...hoje chegou levemente com esta entrada. Espero que vos faça felizes também....


CROSTINI DE BACALHAU
Tempo de preparação: 15 minutos (mais ou menos)
Serve:8 crostini
  • 8 fatias do seu pão preferido;
  • 1 dente de alho;
  • 1 alho francês pequeno;
  • 1 cenoura pequena;
  • 60 ml de espumante;
  • 1 posta de bacalhau demolhado média;
  • 1 colher de sopa de azeite + extra para regar;
  • uma mão cheia de salsa;
  • 1 folha de louro;
  • 12 azeitonas pretas sem caroço;
  • 300 ml leite;
  • sal e pimenta preta;

Modo de preparação:
  1. Aqueça a grelha do forno a 200 Cº. Entretanto, corte fatias de pão com cerca de 1 cm. Disponha-as num tabuleiro e leve ao forno, cerca de 3 minutos, ou até estarem douradas e estaladiças. Retire do forno e esfregue o dente de alho nas fatias de pão. Reserve.
  2. Descasque a cenoura e corte com um ralador médio. Corte o alho francês em tiras. Coloque uma panela com uma colher de sopa de azeite ao lume médio. Introduza a folha de louro e os legumes, regue com o espumante e tempere com sal e pimenta preta a gosto. Deixe estufar cerca de 5 minutos, ou até que os legumes estejam cozidos.
  3. Enquanto os legumes cozinham, ferva o leite com a posta de bacalhau, durante cerca de 3 minutos. Retire do lume e deixe esfriar. Assim que arrefecer, desfaça a posta de bacalhau em lascas. 
  4. Pique grosseiramente as azeitonas e a salsa.
  5. Antes de servir, coloque sobre uma fatia de pão uma camada de legumes, algumas lascas de bacalhau e polvilhe com azeitonas e salva. Finalize com um fio de azeite.
  6. Sirva e aprecie a vida....

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

The Thrill Is Gone ?

Longe vai o tempo em que só se cozia Pão uma vez na semana. O "Pão nosso de cada dia" era benzido antes de ir para o forno, retirado  com cuidado, embrulhado com candura, guardado em sigilo e venerado na mesa. Num País onde o Pão é quase uma religião, "não há mesa sem Pão", nem que seja "o que o Diabo amassou".  Cada região tem o seu e faz gala disso. Não há açorda sem Pão Alentejano, nem sarrabulho sem Broa. Nas romarias é Rei, com fêveras ou sardinhas, nos banquetes é Príncipe com miniaturas de preguinhos. E, perdoem-me os franceses, pois Deus sabe o que gosto de baguettes, mas não há como o Pão de Mafra ou a Broa de Avintes.  Mas, neste País em que uma Padeira fez história, e uma Rainha fez milagres, já não se coze Pão uma vez na semana. Coze-se todos os dias e a cada cinco minutos. Um Pão sem alma, e sem sabor, que chega congelado em tabuleiros ordenados, e parte em sacos de papel impessoais. Bem sei que ao aroma do Pão quente ninguém consegue resistir, mas a verdade é que o sabor não nos pode enganar! Custa-me ver que há cada vez menos padarias,  que os portugueses sucumbiram ao pão mole ensacado, enriquecido e conservado. Eu adoro Pão. Pão a sério, que deixa migalhas quando se parte e deixa saudades quando não há. Gosto do pão tradicional, fresco ou torrado com manteiga. Mas também gosto do Pão moderno, com mil sabores a acompanhar. Esta é uma das minhas receitas de pão predilecta...espero que gostem!



PÃO DE TOMATE SECO E ALECRIM
Tempo de preparação: 15 minutos + 90+45 minutos de levedura + 20 minutos de cozedura;
Serve: 12 pães;
 
  • 15 gr de fermento de padeiro;
  • 15 gr de açúcar;
  • 15 gr de sal;
  • 300 ml de água;
  • 500 gr farinha sem fermento;
  • 2 colheres de sopa de alecrim;
  • 10 tomates secos cortados em pedaços;

Modo de preparação:
  1. Dissolva o fermento e o açúcar na água morna. Atenção à temperatura da água, pois se estiver muito quente impede que o fermento exerça a sua função. Tape com um pano húmido e deixe repousar durante 5 minutos ou até que apareçam borbulhas na superfície;
  2. De seguida, numa tigela grande, misture a farinha com o sal, o tomate seco e o alecrim, cortados. Faça uma cova no centro e deite a água com o açúcar e o fermento. Faça movimentos rápidos para misturar tudo.
  3. Deite esta mistura numa superfície limpa e amasse durante cerca de 10 minutos. Ajuste com mais farinha se lhe parecer necessário. Esta é a parte mais divertida! Se não achar graça nenhuma...utilize uma batedeira eléctrica na opção gancho.
  4. Coloque a massa levemente enfarinhada numa tigela. Dê uns golpes na massa e cubra a tigela com película aderente. Deixe repousar em local quente durante 60-90 minutos, ou até que duplique o seu tamanho.
  5. Depois de ter duplicado o seu tamanho, divida a massa em mais ou menos 12 porções, com o mesmo peso. Lembre-se que vão duplicar de tamanho! Com as mãos, forme rolinhos que serão pequenos pães. Polvilhe um tabuleiro com farinha de milho e disponha os pães no tabuleiro enfarinhado, com distância entre eles suficiente para que não se colem quando crescerem. Coloque o tabuleiro num local resguardado de correntes de ar e tape com um pano. Deixe levedar cerca de 45 minutos ou até que o tamanho duplique.
  6. Aqueça o forno a 230 Cº. Entretanto, pincele os pães com água e introduza-os no forno. Um truque que utilizo para que os pães fiquem dourados é colocar uma travessa com água a ferver dentro do forno. Só assim consigo gerar a humidade típica dos fornos industriais das padarias. Sem este truque, os pães ficam cozidos e saboreados, mas não lindos, dourados e estaladiços.
  7. Coza os pães durante cerca de 25 minutos ou até que fiquem dourados. Saboreie pão acabado de fazer...com alma e sabor!

sábado, 18 de setembro de 2010

When the stars go blue


Quando estou sozinha, sonho acordada. Segundo o filósofo Ernst Bloch, estes sonhos que temos quando estamos acordados visam o futuro, são antecipações alucinatórias dos nossos desejos. Pois bem, quando estou sozinha, quando estou triste, refugio-me frequentemente na minha fantasia. Refugio-me numa grande Casa de Campo. Saio porta fora, saltito pelas escadas de pedra e caminho pelo vasto jardim povoado por flores de mil cores. Sinto as cócegas da relva alta, o cheiro suave do alecrim e deixo-me beijar pelos raios do sol num fim de tarde de Verão. Sou capaz de ficar horas a vaguear pelo campo. De repente recuo. Sigo uma outra direcção. Ouço buzinas, vejo centenas de luzes e sobressalto-me com os encontrões da multidão, sinto o bafo quente da entrada do metro. Recuo outra vez. Sorrio e ouço uma vozinha familiar a chamar. Hora do lanche. Agora a minha fantasia é simples e o meu desejo é comer algo reconfortante e delicioso. Sonho com o presente. Já não estou nem numa Casa de Campo, nem numa Metrópole, nem tão pouco no meio do Pacifico. Estou num dos sítios com que fantasio todos os dias. Estou de regresso a Casa, com a minha Família e Amigos, a aproveitar os últimos dias deste Verão quente, saboreando uma bebida fresca e esta Bôla Mista que a minha Mãe faz tão bem.

BÔLA MISTA:
Tempo de preparação: 10 minutos + 8h fermentação + 15 minutos;
Serve: 2 bôlas médias;

  • 500 gr de farinha;
  • 120 ml de azeite;
  • 130 ml de leite morno;
  • 1 pitada de sal;
  • 1 pitada de açúcar;
  • 3 ovos;
  • 50 gr fermento padeiro;
  • 300 gr fiambre em fatias;
  • 300 gr queijo tipo flamengo em fatias;
Modo de preparação:
  1. Dissolva o fermento no leite morno com uma pitada de açúcar e deixe repousar durante 5 minutos, ou até formar borbulhas na superfície.
  2. Entretanto, numa tigela grande, misture a farinha com o sal. Faça uma covinha no centro e coloque os ovos e a mistura de leite com fermento. Transfira a mistura para uma superfície polvilhada com farinha e amasse durante cerca de 10 minutos, fazendo movimentos até que a massa fique homogénea e elástica. Transfira novamente para uma tigela e tape com película aderente ou com um pano húmido. Deixe repousar durante a noite (cerca de 8 horas).
  3. Pré-aqueça o forno a 200 Cº. Quando estiver duplicado o seu tamanho, divida-a em quatro partes e estique-a formando quatro quadrados, rectângulos ou círculos, de acordo com as formas que vai utilizar. Tenha o cuidado de esticar a massa até que fique bem fininha. Disponha duas metades de massa sobre as formas que escolheu e cubra com metade do fiambre, queijo e termine com uma ultima camada de fiambre. Cubra com as restantes partes de massa bem esticadas pressionando para fechar.
  4. Leve ao forno por 15 minutos ou até estar dourado. Sirva quente, saboreie e sonhe acordado com todas as coisas da vida que deseja....mais tarde ou mais cedo o seu sonho concretizar-se-á!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Fix You



Não é por acaso que temos dias de desânimo. Eu tenho. Há dias em que debato, protesto e luto. E há dias em que tudo parece abater-se sobre mim, e em que esgoto as minhas reservas de boa disposição, de esperança, e de optimismo. Dias em que fico sem forças e me canso. Dias em que só me apetece ficar num canto da minha cozinha e não pensar em mais nada. Mas, curiosamente, é nesses dias de desânimo e de injustiça que, enquanto cozinho, as portas da minha mente se abrem e vejo aquilo que antes não tinha visto. Da mesma forma matreira e silenciosa que chega, que se instala, e que cozinha, o desânimo parte apressado. Para trás deixa sempre dias de reflexão, deixa novas experiências, novos saberes e traça um novo caminho. Às vezes também deixa gelados, ou compotas, desta vez deixou este pão de chocolate e amêndoas!

PÃO DE CHOCOLATE COM AMÊNDOAS
(Ligeiramente adaptada de Donna Hay e retirada integralmente daqui)
Tempo de preparação: 15 minutos + 90 fermentação + 20 minutos cozedura;
Serve: 6 a 8 pães;
  • 2 colheres de fermento para pão (Tipo Fermipão);
  • 5 colheres de sopa de açúcar;
  • 200ml de leite morno;
  • 350g farinha;
  • 40g manteiga derretida;
  • 1 gema + 1 gema (para pincelar);
  • 90gr chocolate com amêndoas;
  • 2 colheres de sopa natas frescas, de preferência;
  • Amêndoas picadas para polvilhar os pãezinhos;
Modo de preparação:
  1. Para fazer a massa doce, numa tigela coloque o fermento, 2 colheres de chá de açúcar e todo o leite numa tigela. Misture e reserve por cerca d 5 minutos, até que se formem borbulhas na superfície.
  2. Entretanto, coloque a farinha, manteiga derretida, mas já fria, uma gema e o restante do açúcar numa tigela. Faça uma covinha no centro e acrescente o fermento e misture, até ficar com uma massa homogénea.
  3. Transfira a massa para uma superfície de trabalho levemente enfarinhada e amasse durante cerca de 5 a 10 minutos, até que a massa fique macia e ligeiramente elástica. Transfira novamente a massa para uma tigela e cubra com película aderente, deixando fermentar durante 40 minutos, ou até que dobre o seu tamanho.
  4. Depois de dobrar o seu tamanho divida a massa entre 6-8 bolas. Retire uma para trabalhar, e reserve as restantes. Pegue numa das bolinhas e pressione com a mão para criar um formato oval.Coloque os pedaços de chocolate no centro da massa e depois feche. Coloque numa forma e repita o processo até que todas as outras bolinhas tenham sido preparadas. Disponha as formas num tabuleiro e cubra com um pano húmido, deixando levedar novamente por cerca de 45 a 50 minutos, ou até que a massa dobre de volume.
  5. Pré-aqueça o forno a 180oC. Pouco antes de levar ao forno pincele cada um com uma mistura de gema de ovo e as duas colheres de natas e depois polvilhe com amêndoas picadas. Asse por 20 minutos ou até estarem dourados.
  6. Sirva ainda morno faça do desânimo um novo ponto de partida!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Out of Town


Viajo muito. Já fui a Marrocos, seguramente, mais de uma centena de vezes. Na minha imaginação, claro está! Qualquer um dos cinco sentidos é capaz de me transportar, de imediato, para um País distante. Basta mergulhar o meu pequeno, mas apurado, nariz no armário das especiarias e estou prestes a embarcar. Sem mala nem passaporte. Marrocos é um dos meus destinos frequentes. Francamente, não sei porquê. Ignoro por completo a que cheiram as labirínticas ruas do Souk de Marrakech. Imagino sempre um odor intenso a cominhos. E é esta a especiaria que me conduz em mais uma das minhas viagens. A última chamada para a porta de embarque, desta vez, foi feita por um pão. Pão Marroquino Achatado. Já fiz este Pão Marroquino Achatado um par de vezes. É muito fácil de fazer e, posso assegurar, que marca toda a diferença ter pão caseiro num descontraído jantar de Amigos. Além disso, este Pão Marroquino Achatado é uma deliciosa companhia para entradas e tapas. Prove, delicie-se e viaje também!


PÃO MARROQUINO ACHATADO
(Adaptado do livro Return of the Naked Chef de Jamie Oliver)

Tempo de preparação: 15 minutos + 60 a 90 minutos de levedura + 5-8 minutos de cozedura;
Serve: 10 Amigos esfomeados;
  • 15 gr de fermento de padeiro;
  • 15 gr de açúcar;
  • 15 gr de sal;
  • 300 ml de água;
  • 500 gr farinha sem fermento;
  • 2 colheres de sopa de sementes de sésamo;
  • 200 gr de grão de bico;
  • 1 colher de sopa de cominhos em pó;

Modo de preparação:
  1. Dissolva o fermento e o açúcar na água morna. Atenção à temperatura da água, pois se estiver muito quente impede que o fermento exerça a sua função. Tape com um pano húmido e deixe repousar durante 5 minutos ou até que apareçam borbulhas na superfície;
  2. Entretanto, utilizando uma varinha mágica, ou um robot de cozinha, reduza o grão de bico a puré.
  3. De seguida, numa tigela grande, misture a farinha com o sal, os cominhos, o puré de grão de bico e as sementes de sésamo. Faça uma cova no centro e deite a água com o açúcar e o fermento. Faça movimentos rápidos para misturar tudo.
  4. Deite esta mistura numa superfície limpa e amasse durante cerca de 10 minutos. Ajuste com mais farinha se lhe parecer necessário. Esta é a parte mais divertida! Se não achar graça nenhuma...utilize uma batedeira eléctrica na opção gancho.
  5. Coloque a massa levemente enfarinhada numa tigela. Dê uns golpes na massa e cubra a tigela com película aderente. Deixe repousar em local quente durante 60-90 minutos, ou até que duplique o seu tamanho.
  6. Depois de ter duplicado o seu tamanho, divida a massa em mais ou menos 10 porções. Com a ajuda de um rolo de cozinha estenda pães compridos com uma forma ovalada e cerca de 0,5 cm de espessura. Eu gosto de estender umas partes com um pouco menos, pois ficam crocantes e estaladiços.
  7. Aqueça o forno a 250 Cº e assim que estiver a estalar de quente, introduza os pães sobre a grelha. Um truque que utilizo para que os pães fiquem dourados é colocar uma travessa com água a ferver dentro do forno. Só assim consigo gerar a humidade típica dos fornos industriais das padarias. Sem este truque, os pães ficam cozidos e saboreados, mas não lindos, dourados e estaladiços.
  8. Coza dois ou três pães de cada vez durante cerca de 4-8 minutos.
  9. Deixe arrefecer e sirva....feche os olhos e imagine-se no meio de uma labiríntica Medina marroquina!