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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Shake it Out




Este mês regresso às corridas. Quando o sol espreita. Passam por mim reformados aos pares numa passada apressada, atrás do tempo perdido. Passam por mim ciclistas arrogantes, de calções de licra florescente, muito justos, exibindo equipamentos de luxo. Corro, corro, corro. De boca fechada. De cabeça fechada. De cabeça sepultada em ideias que não me largam por mais que as agite. Corro, para ver se as canso que o corpo já nem reage. Vêm presas a mim, cozidas, cosidas, cozinhadas a cozinhar. Vêm como se fossem parte da minha pequena sombra. Agito-as ao ritmo da passada pequena, cansada. Agito o raio das ideais. Mas elas não me largam. Não saem do sepulcro. Não se cansam. Não me deixam dormir.


SOUFLÉ DE QUEIJO
Tempo de preparação: 10 minutos+ 30 cozedura;
Serve: 4 pessoas

  • 30 gr de manteiga;
  • 30 gr de farinha;
  • 4 ovos;
  • 250 ml de leite;
  • 150 gr queijo ralado;
  • sal, pimenta, noz moscada;
  • uma mão cheia de salsa finamente e umas gotas de sumo de limão;
Modo de preparação:
  1. Derreta a manteiga e junte e farinha deixando cozer, mas sem alourar. Retire do lume e junte o leite morno aos poucos, mexendo com uma vara de arames até obter um creme. Leve novamente ao lume e deixe ferver até obter um molho espesso.
  2. Tempere com sal, pimenta e noz moscada a gosto. Polvilhe com o queijo da sua preferência e uma pitada de salsa finamente picada. Deixe arrefecer.
  3. Junte as gemas ao preparado anterior e incorpore. Tempere com uma gotas de limão.
  4. Entretanto bata as claras em castelo bem firme e envolva-as no preparado anterior com cuidado. Deite em formas previamente untadas e leve ao forno bem quente.
  5. Deixe alourar e sirva imediatamente.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Cabra Cega



Pensei que não tinha muitas razões para assistir em directo ao discurso de tomada de posse do Sr. Presidente da Republica. Afinal enganei-me. Ficou caladinho até ao dia 9 de Março, a aguentar a vontade de abrir a boca. Conservou-a calada, a encher-se, e coseu-a   com pontos de alinhavo, frouxos, para poder continuar a sorrir. Saía-lhe mais barato. Sorria de boca cheia, pespontada, com as palavras à espreita, a empurrarem-se para saírem pelos cantos da boca. E toda a gente a fingir que não percebia que a boca já abarrotava de palavras escuras, para não parecer falta de educação. Toda a gente a fazer de conta que este discurso não interessava, para ir pensando noutras coisas. Saía-lhes mais barato. Afinal interessava. Afinal este seria um discurso memorável, mesmo que todos o quisessem esquecer. A boca cuspiu palavras pequenas, amargas, inusitadas. Ficou vazia, quieta, à espera. A querer uma sobremesa  para ficar contente. A boca ditou o inicio do jogo. 


SOBREMESA DE LIMÃO E PISTÁCHIOS
(ligeiramente adaptada da receita de Gonçalo Amorim)
Tempo de preparação: 15 minutos, mais ou menos;
Serve: 6 pessoas;
NOTA: Não tenha medo de adaptar a quantidade de açucar à acidez dos limões. Também pode comprar Lemon Curd e fazer uma sobremesa ainda mais rápida para visitas inesperadas!
  • sumo de 3 limões;
  • raspa de 1 limão;
  • 180 + 50 gr de açucar;
  • 50 gr de manteiga;
  • 3 + 2 ovos;
  • 250 gr de queijo mascarpone;
  • 6 bolachas digestivas;
  • pistáchios a gosto;

Modo de preparação:
  1. Leve a manteiga ao lume com o sumo e a raspa de limão e 180 gr de açúcar, até que o açúcar esteja completamente dissolvido. Retire do lume e reserve.
  2. Entretanto bata 3 ovos com uma vara de arames. Incorpore no preparado anterior e leve novamente ao lume até engrossar, sem deixar de mexer. Retire do lume e reserve.
  3. Separe as gemas das claras dos restantes ovos. Junte as gemas ao restante açúcar e, por fim, ao queijo mascarpone. Bata as claras em castelo, e incorpore delicadamente na mistura anterior.
  4. Pique grosseiramente as bolachas e os pistáchios.
  5. Numa taça, ou num copo, disponha uma camada de creme de limão, uma camada de bolachas picadas e pistáchios e uma camada de creme de queijo. Polvilhe com pistáchios picados e leve ao frigorífico até à hora de servir....e de abrir a boca para falar ou para comer!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Minha Casinha

Estamos em Março e as andorinhas já chegaram. Andam todas num corropio silencioso à volta da beirada do telhado da casa da minha Avó, numa espécie de luta branca que nunca percebi como acaba. Gosto de andorinhas. Anunciam dias maiores e sussuram calor. Não sei se escolhem as beiradas ao acaso, ou se só regressam para espreitar o quarto de costura da minha Avó. Tecidos, agulhas, botões, alfinetes, linhas, fitas, galões, um amontoado de objectos que só ela conhece. Máquinas. São duas. Sabe costurar como ninguém. Gostava de costurar como ela. Nem que fosse só para ter andorinhas a saudar-me em Março. Às vezes mais cedo. Na minha beirada, nem uma. Foi ela que me ensinou a cozer e a bordar, e um sem fim de outras técnicas artesanais capazes de encher a minha beirada. Suspeito que foi essa a razão. Foi ela que me ensinou a apreciar "homemade gifts", mesmo sem saber uma palavra de inglês. Muito antes de qualquer "movimento de artesãos", muito longe do desconforto do viés socialista que lhe querer atribuir, ensinou-me a valorizar o artesanato por si só. A escutar palavras nas coisas e a voltar as pessoas para mim. A levar andorinhas da minha casinha para outras beiradas.


Biscoitos de amêndoa
(ligeiramente adaptados daqui)
Tempo de preparação: 10 minutos + 30 + 10 minutos de cozedura;
Serve: cerca de 30 biscoitos



  • 250 gr de farinha sem fermento;
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio;
  • 1 colher de café de sal;
  • 2 colheres de chá de amêndoa amarga (ou amaretto, se tiver);
  • 6 colher de sopa de manteiga sem sal, à temperatura ambiente;
  • 200 gr de açúcar;
  • 14 gr, mais ou menos, de açucar demerara (ou critais de açucar) para polvilhar;
  • 2 ovos;
  • 1 colher de chá de extracto de baunilha;
  • 100 gr de amêndoas laminadas;
  • 50 gr de amêndoas inteiras;

Modo de preparação:
  1. Pré-aqueça o forno a 180ºC.
  2. Numa tigela misture a farinha, o bicarbonato e o sal.
  3. Noutro recipiente bata a manteiga com o açúcar até ficar uma massa fofa e leve. Junte os ovos e bata bem. Adicione a baunilha e a amêndoa amarga(ou amaretto)e, de seguida, incorpore os ingredientes secos. Finalmente, misture as amêndoas.
  4. Num tabuleiro forrado com papel vegetal forme dois rolos com cerca de 3 cm cada e afastados entre si cerca de 10 cm. Leve ao forno por 30 minutos, mais ou menos. Retire do fonro e deixe descansar 5 minutos. Com uma faca de serrilha, corte os rolos em fatias, com cerca de 1cm cada, na diagonal. Disponha as fatias no mesmo tabuleiro e leve novamente ao forno durante 10 minutos. Retire do forno e deixe arrefecer completamente.
  5. Delicie-se com estes biscoitos ou ofereça um pouco da sua casinha e leve as suas andorinhas a outras beiradas.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Better than this


Apetece-me começar. Assim, de repente. Sem mais nem menos, apetece-me. Um desafio, uma meta para mim mesma, um risco. Em Maio vou correr, no dia quinze, nada de especial, uns kilometros só, vou mesmo. E dá-me medo pensar que vou começar. Que vou ficar assim não sei quanto tempo a tentar vencer-me todos os dias. A vertebrar a minha nova obsessão. A tropeçar nessa ideia, nesse começo, nessa nova meta. E dá-me medo pensar que depois volta tudo ao mesmo. Que depois já corri, já consegui e não quero saber mais disso. Que depois venho para aqui outra vez, pensar noutro começo, noutra meta, com medo de não saber o que me apetece. Com medo de me sentir inútil, perdida, a tropeçar num dia atrás do outro. Com medo de ficar de boca aberta a ver os outros passar. A correr. A sentir que gosto da vida, do desafio, do começo das coisas. Quero fazer isto. Quero fazer melhor do que isto. Quero começar tudo outra vez.


SALADA DE ATUM COM FEIJÃO BRANCO
Inspirada no Livro "Cozinha Rápida" de Donna Hay
Tempo de preparação: 5 minutos;
Serve: 2 pessoas;

  • 150 gr de rúcula;
  • 385 gr de feijão branco de lata;
  • 200 gr de atum em conserva;
  • 2 tomates cortados em pedaços;
  • 2 colheres de salsa picada;
  • 1 malagueta fresca sem sementes;
  • 3 colheres de sopa de azeite;
  • 1 colher de sopa de vinha de vinho tinto;
  • sal e pimenta preta;
Modo de preparação:
  1. Escorra o feijão branco e o atum. Corte a malagueta e pique a salsa fresca. Num parto de servir, disponha a rúcula, o feijão e o atum.
  2. Prepare um molho misturando o azeite com o vinagre e o sal. Regue a salada com o molho, polvilhe com a salsa, a malagueta e tempere com pimenta preta acabada de moer. Sirva imediatamente e prepare-se para um novo começo!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Take a Chance



Mal souberam da noticia poisaram na minha cabeça. Abusadas. Algumas saraquitavam da cabeça para os ombros, dos ombros para a cabeça, numa espécie de dança parva, movendo-se ao som da minha indecisão. Andei uns dias assim, a parecer uma árvore de Natal. Logo eu que gosto de poucos enfeites. Mas gosto de Natal, gosto mesmo. Foi preciso olhar-me mais longe de mim para perceber que as receitas andavam todas aqui, coladas, mas a cabeça demorava-se no céu de inverno azul, oca. Oca de todo. O que cozinhar quando somos convidadas para uma festa de alguém que não conhecemos? O que cozinhar quando celebramos cinco anos de uma admiração virtual? Gostava de ter uma receita escondida, um trunfinho na manga, uma iguaria secreta. Vi o meu reflexo na porta do forno. Uma mulher pequena, curvada, esmagada pela pressão de centenas de receitas aos pulos. Até podia ser titulo de alguma coisa. Ri-me. É sempre um bom remédio. Sacudi rapidamente aquelas receitas todas. Arrisquei. Arrisquei com esta receita que não é secreta mas que é deliciosa e com ela comemoro o aniversário deste blogue tão especial! Longa Vida ao Cinco Quartos de Laranja!




SOPA DE AMEIJÔAS
Adaptado do Livro "Doze meses na Cozinha"
Tempo de preparação: 35 minutos;
Serve: 4 pessoas;



  • 2 kg ameijôas (de boa qualidade);
  • 2 colheres de sopa de manteiga;
  • 2 cebolas;
  • 2 colheres de sopa de leite;
  • 1 gema de ovo;
  • 1 colher de sopa de farinha maizena(opcional);
  • 60 ml de vinho branco (opcional);
  • água, sal, pimenta e salsa;
Modo de preparação:
  1. Lave as ameijôas em várias águas, de modo a garantir que ficam completamente limpas de areia. 
  2. Corte as cebolas em gomos. Leve uma panela ao lume com a manteiga e junte a cebola, a salsa, e deixe a cebola amolecer. Assim que estiver mole, junte as ameijôas e o vinho branco e tempere com sal e pimenta a gosto.(cuidado com o sal, pois as ameijôas vão libertar água salgada. Tape e deixe cozinhar cerca de 10 minutos, ou até as ameijôas abrirem.
  3. Retire do lume e passe a água por um passador fino. Retire as ameijõas das conchas e reserve. Leve o liquido de novo ao lume e acrescente um pouco mais de água. Deixe levantar fervura e junte as ameijôas para aquecerem. 
  4. Entretanto, junte o leite com a gema de ovo. Se quiser que a sopa fique um pouco mais espessa, junte uma colher de farinha maizena.
  5. Junte o preparado anterior à sopa, misture rapidamente, polvilhe com um pouco de salsa picada e sirva imediatamente....e arrisque!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

The Book of Love

Chego a casa de revista debaixo do braço. Outra? Mais outra, aliás. Não sei quando é que isto vai parar. Nem eu. Mas por agora também não me interessa. Chegou um pacotinho para ti. Outro? Mais outro. Amontoam-se, acotovelam-se, atropelam-se à procura de um lugar de destaque. Como é que é possível que haja tanta gente a escrever sobre comida? Fico pasmada, a admirar, a devorar a imaginar. Fico cercada:  mãos ao alto! Livros, revistas, destacáveis, desdobráveis, panfletos, eu sei lá, o raio que me parta! A culpa não é deles, dos que escrevem. A culpa é minha que não lhes consigo resistir e depois fico assim. Cercada, sem saber por onde ir. Folheio, procuro, marco. Hoje não. Não me interessa. Interessa-me uma receita antiga, do caderno da minha avó, daquelas que fazem parar o Inverno. Interessa-me uma receita sem imagens, sem glossário, sem tradução, sem medidas convertidas. Hoje interessa-me uma pitada disto e mais outra daquilo,  daquelas que se que se fazem assim, sem ler um livro ou uma revista. Daquelas que se fazem só com amor. 


ALMÔNDEGAS DE CARNE DE VACA COM QUEIJO FETA
Tempo de preparação: 10 minutos + 15 minutos de cozedura;
Serve: 4 a 6 pessoas;
  • 800 gr de carne de vaca picada;
  • 1 mão cheia de salsa;
  • 1 colher de chá de oregãos;
  • 50 gr de queijo feta;
  • 1 ovo;
  • 2 dentes de alho esmagados;
  • 2 colheres de sopa de azeite;
  • 1 cebola média;
  • 150 ml de caldo de carne;
  • 400 gr de tomate pelado;
  • 2 folhas de louro;
  • farinha q.b;
  • sal, pimenta e queijo parmesão q.b.;
Modo de preparação:
  1. Misturar muito bem a carne picada, o queijo feta, os oregãos, a salsa picada, o alho esmagado e ovo. Tempere com sal e pimenta a gosto. Com as mãos molhadas molde bolas de carne, todas com a mesma dimensão. Passe por farinha e reserve.
  2. Entretanto pique finanamente a cebola e o tomate pelado.
  3. Leve o azeite e as folhas de louro ao lume numa panela de fundo espesso e aloure a cebola e as almôndegas. Junte o tomate e o caldo de carne e reduza o lume. Deixe apurar o molho durante cerca de 15 minutos. Rectifique os temperos.
  4. Sirva com esparguete cozido al dente e polvilhe com queijo parmesão;

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Daughters



Fiquei muda quando te vi. Queria dizer-te tanta coisa, mas não consegui. Fitei-te. Linda. Pensei. Mas nem isso me saíu. Acho que te dei as boas vindas. Nem parece coisa de Mãe. Nem parece coisa que se diga, coisa que eu diga. Mas disse. Disse e fiquei muda a imaginar. Imaginei-te a soprar as velas, em dois fôlegos seguidos, que alma seria grande para te caber nos pulmões pequeninos. Viste  mamã? Vi, querida. Podemos cantar outra vez? Podemos. Imaginei-te com a mãos sujas de chocolate e os cantos da boca a fazerem imperfeitas cornocópias coloridas. Posso comer outra mamã? Podes, querida. Imaginei-te rodeada de amigos, feliz da vida, numa brincadeira pegada. Imaginei-te de saia de tule cor-de-rosa, asas de borboleta e máquina de costura. Imaginei os teus desenhos a emoldurar as paredes, as pessoas maiores que as casas e o sol sempre a sorrir. Gostas mamã? Gosto muito. Imaginei como seria o teu dia de anos, outro dia, outros anos, e fiquei muda, a olhar para ti e a sorrir! Muitos Parabéns querida!


BOLO DE CHOCOLATE PREFERIDO
Tempo de preparação: 20 minutos * 45 minutos de cozedura;
Serve: 15 porções;

  • 100 + 100 gr de chocolate preto;
  • 5 + 2 ovos;
  • 300 + 80 gr açucar;
  • 250 gr farinha;
  • 100 + 150 gr manteiga;
  • 100 ml de leite;
  • 1 colher de chá de fermento;
  • 1/2 colher de bicarbonato de sódio;
  • 1 colher de café de sal;
Modo de preparação:
  1. Pré-aqueça o forno a 180 Cº. Unte um tabuleiro com manteiga.
  2. Derreta 100 gr de chocolate em banho-maria. Adicione o leite e misture bem.
  3. Entretanto, bata 100 gr de manteiga com 300 gr de açúcar até obter ruma mistura leve e fofa. Adicione a mistura de leite e chocolate e incorpore. 
  4. Misture a farinha, o fermento, o sal e o bicarbonato de sódio. Adicione ao preparado anterior e incorpore.
  5. Separe as gemas das claras, adicionando as gemas à mistura anterior e reservando as claras. Bata as claras em castelo e incorpore delicadamente na massa.
  6. Espalhe a massa no tabuleiro preparado e leve ao forno cerca de 45 minutos ou até estar cozido. Retire do forno e deixe esfriar.
  7. Entretanto, prepare a cobertura e recheio do bolo, levando ao lume o restante chocolate com a manteiga. Adicione o açúcar e por fim os ovos batidos. 
  8. Corte o bolo ao meio e recheie com o creme de chocolate. Por fim, cubra com o restante creme e decore a gosto....

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

You and me Together




Ontem dei comigo a pensar no dia de hoje. Nada de novo, afinal ontem era Domingo e hoje Segunda-feira. Mas não foi esta trivialidade que me roubou o pensamento. Ontem pensei que hoje era o dia dos corações pirosos, das filas à porta dos restaurantes, do cheiro intenso a perfume no elevador, da lingerie vermelha florescente, do romance fingido diante de mil espectadores. Desculpem confessar-vos isto, eu não quero estragar o dia a ninguém. Desculpem, mesmo, eu nem sequer sou uma pessoa do contra, mas há coisas que me fazem imaginar de cartaz na mão, megafone e palavras de ordem. É patético, eu sei. Mas sou contra a comercialização do amor e, acreditem, era capaz de me manifestar publicamente sobre isso. Talvez sem o cartaz. Talvez só um leve sorrisinho surdo que marcasse todos ao passar. Talvez, não sei. Simples: não sou muito dada a festejos tontos e a lamechices bacocas.  Sou pelas atitudes concretas e pela doçura dos gestos mudos. Sou pelo aconchego de um abraço, sou pela atenção do ouvido, sou pela pequeno-almoço na cama. Para mim, gostar é mais do que comprar, é mais do que dizer. Gostar é fazer. Quem me conhece sabe. Quem me conhece vê que não sou de pieguices, nem de confidências.  Mas, de vez em quando, como quem não quer a coisa, lá vem um gesto de ternura codificada, para ninguém perceber que me tens pelo beicinho.  Quem me conhece sabe que o meu amor tem sabor e cheiro....intenso a chocolate. 



BOLACHAS DE CHOCOLATE
(adaptado do Livro "Iguarias Saudáveis" de Isidora Popovic)
Tempo de preparação: 10 minutos+ 1hora refrigeração+ 20 minutos;
Serve: 18 a 20 bolachas grandes;

  • 120 gr de manteiga;
  • 175 gr de açúcar mascavado claro;
  • algumas gotas de extracto de baunilha;
  • 1 ovo;
  • 1/2 colher de chá de fermento em pó;
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio;
  • 240 gr de farinha sem fermento;
  • 70 gr de pepitas de chocolate de leite;
  • 70 gr de pepitas de chocolate negro;
 Modo de preparação:
  1. Bata a manteiga com o açúcar até obter uma mistura leve e fofa. Adicione a baunilha e ovo e misture bem. À parte misture a farinha, o fermento e o bicarbonato de sódio. Junte tudo e envolva bem. POr fim adicione as pepeitas de chocolate.
  2. Enrole a massa formando um tronco com cerca de 4mm de diametro. Envolva em pelicula aderente e leve ao frigorifico durante uma hora, pelo menos.
  3. Pré-aqueça o forno a 170 Cº. Prepare dois tabuleiros forrando-os com papel vegetal. Retire a massa do frigorifico, desembrulhe-a e corte bolachas de 2mm a 3mm. Disponha-as nos tabulieros deixando espaço entre elas, pois vão crescer durante a cozedura.
  4. Leve ao forno ao forno por 20 minutos ou até estarem douradas. Fuja da confusão. Oferça à sua cara-metade......hoje ou noutro dia qualquer e mostre o seu amor sempre!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

My way


Andei uma série de dias à procura de uma receita de frango assado. Uma receita que não fosse adaptada, nem inspirada, uma receita que fosse minha. Só minha. Acariciei a ideia. Aconcheguei-a quentinha junto aos miolos. Ai que bem me sabia pensar na minha receita! Volta e meia, lá vinha ela espreitar, a ver se passava dos miolos à barriga, suplicando por uma oportunidade. Olho para o lado, faço de conta que não a vejo, disfarço com um rouco assobio. Assobiar nunca foi comigo, por mais que o meu pai me tenha ensinado. E ela ali, a minha receita, a puxar-me o avental, a sussurrar-me ao ouvido. Surda. Já te expliquei que és minha. Que te quero só para mim. Nos miolos, não na barriga. Não se conforma, a minha receita. Mas que mal fiz eu a Deus para tropeçar nesta ideia fixa de ter uma receita minha?! Agora anda numa de se vingar. Assombra-me o raio do frango assado com mostarda e tomilho. Para quê uma receita só minha? Para nada. Para tudo. 


FRANGO ASSADO COM MOSTARDA E TOMILHO
Tempo de preparação: 5 minutos + 45 minutos
Serve: 4 a 6 pessoas

  • 1 frango inteiro;
  • 2 colheres de sopa de mostarda de Dijon;
  • uma mão cheia de folhas de tomilho;
  • 2 dentes de alho;
  • raspa de um limão;
  • sumo de um limão;
  • 4 fatias de presunto;
  • sal e pimenta q.b.;
Modo de preparação:
  1. Lave o frango e enxugue-o bem. Com as mãos, separe cuidadosamente a pele do frango da carne, criando uma espécie de bolsa. Barre a carne (debaixo da pele) com a mostarda. De seguida disponha as fatias de presunto, a raspa de limão, as folhas de tomilho e os dentes de alho finamente picados.
  2. Tempere com sal e pimenta a gosto e regue com o sumo de limão.
  3. Leve ao forno pré-aquecido durante cerca de 45 minutos a uma hora, ou até estar dourado e com a pele estaladiça. Sirva acompanhado com batatinhas assadas, grelos, ou qualquer outro acompanhamento do seu agrado!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Janela da alma


Pela moldura da janela viu passar a vida. Não sei se viu a vida t-o-d-a, mas pelo menos a parte da vida em que eu me lembro dela, viu-a por aquela janela. Era capaz de ficar horas e horas enroscada naquela janela alta, à espera que acontecesse, num namoro às claras, a minha bisavó. Era o seu trono alto. E ela gostava disso. Gostava da sensação de intangibilidade que a moldura austera da janela alta lhe dava. Lembro-me que, das poucas vezes que ela controlou o seu ciúme e autorizou que eu também me empoleirasse, vi a mesma vida que ela via. Pareceu-me igual. Mas acho que a ela devia parecer diferente. Nunca lhe perguntei. Daquela janela alta, em que eu só chegava em bicos de pés, a minha bisavó comandava a sua vida. Pedia que lhe fizessem recados e atendia ao que lhe quiserem pedir. Contava as suas coisas e ouvia  o que lhe queriam contar. Aquela janela era o seu camarote privado e dali assistia ao teatro da vida e sonhava. Sonhava com os campos verdes, com os frutos das árvores, com a flores da beira da estrada, com um carro vermelho a passar, com a hora do recreio da escola. Sonhava com biscoitos quentes e com gelados de Verão. Nunca lhe perguntei, mas sei que foi no dia em que deixou de ver a vida por aquela janela que ela deixou de sonhar e que nunca mais quis viver...

SANDUÍCHES DE SORBET DE TANGERINA
(Adaptado do Livro "Postres" do Chef Claudio Sadler)
Tempo de preparação: 25 minutos + refrigeração;
Serve: 1 litro;

  • 400 ml de sumo de tangerina;
  • 400 ml de água;
  • 200 gr de açúcar;
  • 50 ml de licor de tangerina, ou vodka;
  • 1 clara de ovo;
  • bolachas a gosto;
Modo de preparação:

  1. Leve a água ao lume com o açúcar e deixe ferver cerca de 2 minutos, ou até o açúcar se dissolver. Deixe arrefecer.
  2. Junte o sumo de tangerina e o álcool à calda de açúcar. 
  3. Bata a clara em castelo. Incorpore a clara nos liquido e coloque na máquina de fazer gelados, seguindo as instruções.
  4. Leve ao congelador. Antes de servir forme sanduíches com o sorbet e sonhe sempre com a vida....
Nota: Qualquer gelado a seu gosto pode ser servido desta forma que vi aqui. Funciona muito bem com bolachas de manteiga ou de chocolate.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

With arms wide open



Andam à minha volta, agarram-me as pernas, pedem-me colo. Com a força pequena da gente miúda carregam o banco que lhes foi confiado e espreitam, em jeito de confirmação dos sentidos. Abeiram-se das panelas com a desconfiança que o cuidado lhes impõe e a coragem a que a curiosidade os condena. E perguntam, perguntam sempre, na secreta esperança que a resposta seja aquela que querem ouvir. Mas não é. É sempre outra coisa que não queriam que fosse. Desenham uma casa, um sol, um arco-íris. Pedem-me que desenhe uma árvore, uma laranja, um quintal. Porque não batatas fritas? Porque não. Desenham um barco e um pescador. Porque é peixe, outra vez? Sim, outra vez, muitas vezes, as vezes que for preciso. Uma birra na pergunta, outra birra na resposta. Recebo-os com os braços bem abertos. Dou-lhes um beijinho na testa, a selar o meu compromisso do carinho que todos os dias lhes sirvo à mesa...mesmo que na mesa não esteja aquilo que eles queriam comer!


PESCADA COM MIGAS DE COUVE-FLÔR
(Adaptado do livro "Cozinha Actual, receitas Saudáveis" do Chef Vitor Sobral)
Tempo de preparação: 30 minutos;
Serve: 4 pessoas;

  • 4 postas de pescada;
  • 200 gr de alho francês;
  • 1 cebola;
  • 2 + 1 dentes de alho;
  • 4 + 6 colheres de sopa de azeite;
  • 200 ml de vinho branco;
  • salsa a gosto;
  • 800 gr de brôa;
  • 800 gr de couve-flôr;
  • 1 cebola roxa;
  • sal e pimenta q.b.

Modo de preparação:


  1. Pré aqueça o forno a 200 C.º Retire o miolo à brôa, esfarele em migalhas e reserve.
  2. Corte os dentes de alho, a cebola e o alho-francês. Numa folha de papel de alumínio coloque uma porção de alho, de alho-francês, de cebola e de salsa, sobreponha a posta de pescada, regue com o vinho branco e com uma colher de sopa por cada posta de pescada. Tempere com sal e pimenta e feche a folha de papel de alumínio como se fosse um embrulho. Leve ao forno durante 20 minutos.
  3. Entretanto, com ajuda de uma varinha mágica, triture os dentes de alho com o azeite e reserve.
  4. Arranje a couve-flôr em raminhos e coza em água a ferver com sal, sem deixar que fique cozida demais. Escalde as folhas verdes da couve-flôr e corte-as em tirinhas. Esfarele e reserve.
  5. Num tabuleiro de forno, coloque as migalhas de brôa, a couve-flôr esfarelada, as folhas cortadas em tiras, a cebola roxa cortada em gomos e regue com o azeite de alho. Leve ao forno durante 15 minutos ou até as migas ficarem estaladiças.
  6. Sirva peixe...outra vez! 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Times Like These


Se há coisas do Diabo, a gripe é de certeza uma delas. A única vantagem que me ocorre é a de ser um pretexto evidente e válido para ficar toda a tarde sem fazer nada, estirada no sofá a assistir desinteressadamente ao que quer que seja. E quando digo o-que-quer-que-seja quero dizer todo-e-qualquer-programa. E foi o que fiz, numa destas tardes frias em que a gripe me veio saudar e o sofá lhe piscou o olho. Podia ter visto um filme, um documentário ou uma série de televisão? Claro que podia, mas o certo é que só ao ver todo-e-qualquer-programa  me inteirei de coisas sem importância nenhuma e sem as quais teria vivido feliz toda a vida, mas que me valeram umas boas gargalhadas. Podia ter lido um livro, uma revista ou um jornal? Podia, podia, mas não teria percebido que o tema  "poupança" está na ordem do dia, que não faltam programas sobre gestão de finanças pessoais e figuras afins. Curioso, só não ouvi ninguém dizer que poupar não era novidade para as famílias portuguesas. Não ouvi ninguém dizer que a gestão do orçamento familiar português sempre se fez com base nesse conceito. Não ouvi ninguém dizer que a poupança não é exclusiva dos tempos que agora se vivem. Será que não ouvi bem ou foi da maldita gripe? 


EMPADÃO DE CARNE
(Inspirada no Livro "Cozinha para Quem Quer Poupar" de Mafalda Pinto Leite)
Tempo de preparação: 1h15 minutos;
Serve: 4 pessoas;


  • 1 kg de batatas descascadas e cortadas;
  • 1 colher de sopa + 2 colheres de chá de azeite;
  • 1 colher de sopa de manteiga;
  • 1 cebola;
  • 1 folha de louro;
  • 100 ml de polpa de tomate;
  • 100 ml de vinho tinto;
  • 100 ml de caldo de carne;
  • 100 ml de leite;
  • 1 talo de aipo;
  • 1 cenoura;
  • uma mão cheia de salsa e oregãos;
  • 2 dentes de alho;
  • 30 gr de queijo parmesão ralados;
  • 600 gr de carne de vaca magra;
  • sal, pimenta e noz noscada;
Modo de preparação:
  1. Cozinhe as batatas em água a ferver com sal durante 10 minutos, ou até estarem tenras. Escorra-as e reserver uma chávena com água da cozedura;
  2. Pique finamente a cebola, o alho, o aipo e a cenoura.
  3. Entretanto aqueça o azeite e a manteiga em lume médio/forte e adicione a folha de louro, o aipo, o alho, a cenoura e a cebola e deixe cozinhar mexendo frequentemente, durante cerca de 5 minutos. Adicione a carne mexendo com um garfo para desfazer a carne e deixe cozinhar até a carne ganhar cor. Reduza o lume para médio e junte a polpa de tomate, mexendo sempre. Junte o vinho e o caldo de carne e baixe para lume brando. Deixe fervilhar meio tapado e vá juntando o leite ao poucos. Deixe cozinhar até engrossar, cerca de 45 minutos. Rectifique os temperos.
  4. Pré-aqueça o forno a 220 Cº. Numa tigela esmague as batatas e adicione o liquido da cozedura, o queijo, a salsa e os oregãos e 2 colheres de chá de azeite até obter um puré. Tempere com pimenta e noz moscada.
  5. Num prato de forno, ou em individuais, distribua a carne e cubra com o puré. Leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até estar dourado. Sirva...e aproveite os tempos de gripe para curar outros males!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mal por mal


Não sei se possuo alguma das sete virtudes. Mas, sei de ciência certa, que paciente não sou. Pelos menos, por enquanto. Não queria que fosse assim, mas é.  Tenho-me questionado muitas vezes sobre o motivo para a minha impaciência. Nunca chego a conclusão nenhuma. Ou porque não tenho paciência suficiente para reflectir sobre este assunto, ou porque prefiro acreditar que faz parte da única herança que já recebi: a genética. Seja como for, admitir assim, sem mais, que não tenho a capacidade de persistir numa actividade difícil, manter a calma, acreditar que vou conseguir e libertar a ansiedade das minha acções, acreditem, é difícil. Podia ficar muito caladinha, no meu cantinho, a cultivar uma impaciência secreta, num ridículo estado de negação. Avestruz de avental com a cabeça enfiada nos tachos. Mas não. Não consigo. A minha impaciência exige acção convencida que faz coisas que só a paciência consegue!   


COMPOTA DE TANGERINA
Adaptada do Livro "Doze meses na Cozinha"
Tempo de preparação: 20 minutos + 8 horas + 3 horas;
Serve: 1,5 litros, mais ou menos.

  • 1,5 kg de tangerinas, biológicas de preferência;
  • 2,5 l de água;
  • 250 ml de licor de tangerina;
  • 2 vagens de baunilha;
  • casca de 2 limões;
  • 1,5 kg de açúcar;
Modo de preparação:
  1. Lave e enxugue as tangerinas e corte-as ao meio. Esprema o sumo e reserve as membranas, filamentos e pevides. Numa tigela com 250 ml de água coloque as pevides, as membranas e os filamentos das tangerinas.
  2. Corte as cascas das tangerinas e dos limões em tiras. Coloque as cascas, o sumo a restante água e o licor numa panela e deixe ficar assim durante 8 horas.
  3. Até as pevides, as membranas e os filamentos num pano (a isto chama-se "boneca") e junte aos ingredientes da panela e leve ao lume. Deixe ferver lentamente durante uma hora e meia, ou até reduzir o liquido para metade.
  4. Finalmente, junte as vagens de baunilha cortadas ao meio e o açúcar e retire a "boneca" e deixe ferver até atingir o ponto desejado.


Nota: revesti as tampas dos frascos onde guardei a compota com papel que comprei aqui e seguindo uma ideia que vi aqui. As etiquetas são, mais uma vez, da autoria da Raad Design. Obrigada, Ana!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

No Line on the Horizon


Não é novidade que a teoria da separação dos poderes está a cair por terra, pelo menos em Portugal. Acho que até o próprio Montesquieu concordaria sem dificuldade com esta afirmação. E é fácil perceber porquê.  Basta olhar de relance para os títulos da imprensa que se atropelam amontoados na banca dos jornais. Com esta é que o Ilustre francês não contava. Nem ele, nem eu. O poder da comunicação social. Já ninguém quer ler ou ouvir, falar ou escrever sobre eleições, Presidente ou candidatos, subvenções ou campanhas. O tema hoje é outro. É aquele que a comunicação social quis que fosse. Despertou o País com um malabarismo mediático e deu voz a quem há muito já devia ter calado. Que os portugueses não confiavam nos Tribunais, na Justiça, nos Juízes, nos Magistrados do Ministério Público e nos Advogados, eu até já sabia. Mas que os portugueses em vez do sistema judicial, do Direito e do Processo, preferiam a comunicação social como instrumento de Justiça num Estado de Direito, com essa é que eu não contava. Nem eu, nem Montesquieu, que se visse o circo montado por este novo poder ficava, certamente, com cara de batata!


GNOCCHI DE ABÓBORA COM MOLHO DE TOMATE
Tempo de preparação:
Serve: 4 a 6 pessoas;

  • 700 gr de abóbora;
  • 600 gr de batata;
  • 400 gr de farinha + alguma extra se for necessário;
  • 2 gemas;
  • 2 colheres de sopa de manteiga;
  • uma mão cheia de salsa;
  • uma mão cheia de orégãos e tomilho;
  • 800 gr de tomate em pedaços;
  • 150 ml vinho tinto;
  • 1 cebola;
  • 2 colheres de sopa de azeite;
  • 1+2 dentes de alho;
  • sal e pimenta preta q.b.;
  • queijo parmesão q.b.;
Modo de preparação:
  1. Descasque a abóbora e as batatas e parta em cubos. Pique finamente um dente de alho. Leve a manteiga ao ao lume médio numa panela de fundo espesso, adicione o alho, a abóbora e a batata e deixe cozer. (não é necessário acrescentar água pois a abóbora liberta água suficiente para a batata cozer). Quando os legumes estiverem cozidos e a água evaporar, junte uma colher de sopa de salsa picada finamente e uma colher de sopa de orégãos e tomilho. Retire do lume.
  2. Junte as gemas e envolva e por fim junte a farinha. Vá envolvendo até obter uma massa leve. Se estiver pegajoso ( o que depende da água que os legumes libertam e do tamanho dos ovos, acho eu) junte um pouco mais de farinha até obter a consistência desejada.
  3. Enrole a massa em tiras compridas e corte os gnocchi em tiras, fazendo incisões com um garfo.
  4. Entretanto, leve uma panela ao lume com azeite, a cebola  e os restantes dentes de alho finamente picados. Assim que começar a cheirar bem, junte o tomate em pedaços e o vinho tinto. Tempere com sal e pimenta e deixe apurar.
  5. Finalmente, coza os gnocchi numa panela com água e sal a ferver, durante cerca de 2 a 3 minutos.
  6. Sirva com o molho de tomate, polvilhe com salsa e queijo parmesão e divirta-se, porque o circo está montado!

Nota: Este prato também funciona bem com algumas substituições: em vez da salsa também pode usar folhas de manjericão, se gostar; pode substituir o molho de tomate por um molho básico de natas e queijo, mais calórico, mas delicioso!