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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Tira a teima

Hoje comemora-se, mais uma vez, o 25 de Abril. Nunca como hoje o valor nacional teve um sabor tão amargo. Pelo menos para mim. Nunca vivi revoluções. Nunca assisti a actuações do F.M.I. Nunca pensei que Portugal não fosse soberano. Não foi isso que me ensinaram na escola. Eu não tenho sequer memória de outros ideais que me adocem o pensamento. Eu não tenho, mas o País tem. Ou melhor, devia ter. Mas o País foge para banhos e mergulha numa ignorância ideológica, politica e conomómica. O País pensa no feriado e na tolerência de ponto. O País preocupa-se se está Sol no Algarve ou se chove nas aldeias do Minho. Será que o País está conformado com esta amargura?


DOCE DE MORANGO
(Adaptado da Revista Blue Cooking n.º 35)
Tempo de preparação: 45 minutos;

  • 1,5 kg de morangos;
  • 700 gr de açúcar;
  • 1 vagem de baunilha;
  • sumo de 2 limões;
Modo de preparação:
  1. Lave os morangos e corte-os em fatias grossas. Coloque-os numa taça, envolva-os com o açucar e o sumo dos limões, tape com película transparente e deixe macerar de um dia para o outro.
  2. Deite a mistura num tacho e leve ao lume brando. Deixe ferver durante 5 minutos e vá retirando a espuma que se forma à superfície.
  3. Corte a vagem de baunilha a meio e retire as sementes. Incorpore-as no doce e deixe ferver até atingir o ponto. Retire do lume e guarde em frascos esterilizados.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mal por mal


Não sei se possuo alguma das sete virtudes. Mas, sei de ciência certa, que paciente não sou. Pelos menos, por enquanto. Não queria que fosse assim, mas é.  Tenho-me questionado muitas vezes sobre o motivo para a minha impaciência. Nunca chego a conclusão nenhuma. Ou porque não tenho paciência suficiente para reflectir sobre este assunto, ou porque prefiro acreditar que faz parte da única herança que já recebi: a genética. Seja como for, admitir assim, sem mais, que não tenho a capacidade de persistir numa actividade difícil, manter a calma, acreditar que vou conseguir e libertar a ansiedade das minha acções, acreditem, é difícil. Podia ficar muito caladinha, no meu cantinho, a cultivar uma impaciência secreta, num ridículo estado de negação. Avestruz de avental com a cabeça enfiada nos tachos. Mas não. Não consigo. A minha impaciência exige acção convencida que faz coisas que só a paciência consegue!   


COMPOTA DE TANGERINA
Adaptada do Livro "Doze meses na Cozinha"
Tempo de preparação: 20 minutos + 8 horas + 3 horas;
Serve: 1,5 litros, mais ou menos.

  • 1,5 kg de tangerinas, biológicas de preferência;
  • 2,5 l de água;
  • 250 ml de licor de tangerina;
  • 2 vagens de baunilha;
  • casca de 2 limões;
  • 1,5 kg de açúcar;
Modo de preparação:
  1. Lave e enxugue as tangerinas e corte-as ao meio. Esprema o sumo e reserve as membranas, filamentos e pevides. Numa tigela com 250 ml de água coloque as pevides, as membranas e os filamentos das tangerinas.
  2. Corte as cascas das tangerinas e dos limões em tiras. Coloque as cascas, o sumo a restante água e o licor numa panela e deixe ficar assim durante 8 horas.
  3. Até as pevides, as membranas e os filamentos num pano (a isto chama-se "boneca") e junte aos ingredientes da panela e leve ao lume. Deixe ferver lentamente durante uma hora e meia, ou até reduzir o liquido para metade.
  4. Finalmente, junte as vagens de baunilha cortadas ao meio e o açúcar e retire a "boneca" e deixe ferver até atingir o ponto desejado.


Nota: revesti as tampas dos frascos onde guardei a compota com papel que comprei aqui e seguindo uma ideia que vi aqui. As etiquetas são, mais uma vez, da autoria da Raad Design. Obrigada, Ana!

domingo, 10 de outubro de 2010

With A Little Help From My Friends


Bem sei que os sentimentos não se quantificam. Não há balança, colher ou copo medidor que nos valha. É difícil dizer ao certo, com precisão, quantos Amigos temos. Nos dias que correm, a palavra Amizade pode ter inúmeros significados. Serve para distinguir o Colega, o Vizinho, o Conhecido, o Sócio, a Pessoa Simpática, e todos aqueles que estão por perto. Todo o circulo social em que, hoje, estamos envolvidos nos vai trazendo mais, e mais, Amigos. Mas, intuitivamente, sabemos que a Amizade é mais do que um simples clique com o rato no botão azul de uma rede social. A palavra Amizade traz-nos à memória um sentimento terno, sereno, límpido, feito de certezas e confiança. No seu significado mais restrito, os Amigos são aqueles que admiramos, aqueles com quem nos sentimos bem. Li algures que "Amigo é aquele a quem agrada e que deseja fazer bem a outro e que espera que os seus sentimentos sejam retribuídos". A Amizade é sincera e altruísta, mas também exigente. A Amizade é aberta, divertida, mas também atenta. A Amizade não vive só de conversas e confidências, mas de gestos e de atitudes....e de doçura, como esta compota que fiz para dar os Parabéns a dois queridos Amigos pelos seus aniversários!


COMPOTA DE ABÓBORA
Tempo de preparação: 1hora
Serve: 500 ML

  • 1 kg de abóbora;
  • 450 açucar;
  • 125gr amêndoas torradas;
  • 1 colher chá de canela;
  • 1 colher de chá de cardamomo;
Modo de preparação:
  1. Corte a abóbora em quadrados pequenos e coloque-a num tacho com o açúcar, a canela e o cardamomo e leve a lume brando e deixe cozer. Aumente a temperatura e deixe ferver com intensidade até que a abóbora esteja cozida e tenha engrossado.
  2. Retire a mistura do lume e adicione a amêndoas torradas. Deite em francos esterilizados, vede bem e cuide dos seus Amigos!