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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Times Like These


Se há coisas do Diabo, a gripe é de certeza uma delas. A única vantagem que me ocorre é a de ser um pretexto evidente e válido para ficar toda a tarde sem fazer nada, estirada no sofá a assistir desinteressadamente ao que quer que seja. E quando digo o-que-quer-que-seja quero dizer todo-e-qualquer-programa. E foi o que fiz, numa destas tardes frias em que a gripe me veio saudar e o sofá lhe piscou o olho. Podia ter visto um filme, um documentário ou uma série de televisão? Claro que podia, mas o certo é que só ao ver todo-e-qualquer-programa  me inteirei de coisas sem importância nenhuma e sem as quais teria vivido feliz toda a vida, mas que me valeram umas boas gargalhadas. Podia ter lido um livro, uma revista ou um jornal? Podia, podia, mas não teria percebido que o tema  "poupança" está na ordem do dia, que não faltam programas sobre gestão de finanças pessoais e figuras afins. Curioso, só não ouvi ninguém dizer que poupar não era novidade para as famílias portuguesas. Não ouvi ninguém dizer que a gestão do orçamento familiar português sempre se fez com base nesse conceito. Não ouvi ninguém dizer que a poupança não é exclusiva dos tempos que agora se vivem. Será que não ouvi bem ou foi da maldita gripe? 


EMPADÃO DE CARNE
(Inspirada no Livro "Cozinha para Quem Quer Poupar" de Mafalda Pinto Leite)
Tempo de preparação: 1h15 minutos;
Serve: 4 pessoas;


  • 1 kg de batatas descascadas e cortadas;
  • 1 colher de sopa + 2 colheres de chá de azeite;
  • 1 colher de sopa de manteiga;
  • 1 cebola;
  • 1 folha de louro;
  • 100 ml de polpa de tomate;
  • 100 ml de vinho tinto;
  • 100 ml de caldo de carne;
  • 100 ml de leite;
  • 1 talo de aipo;
  • 1 cenoura;
  • uma mão cheia de salsa e oregãos;
  • 2 dentes de alho;
  • 30 gr de queijo parmesão ralados;
  • 600 gr de carne de vaca magra;
  • sal, pimenta e noz noscada;
Modo de preparação:
  1. Cozinhe as batatas em água a ferver com sal durante 10 minutos, ou até estarem tenras. Escorra-as e reserver uma chávena com água da cozedura;
  2. Pique finamente a cebola, o alho, o aipo e a cenoura.
  3. Entretanto aqueça o azeite e a manteiga em lume médio/forte e adicione a folha de louro, o aipo, o alho, a cenoura e a cebola e deixe cozinhar mexendo frequentemente, durante cerca de 5 minutos. Adicione a carne mexendo com um garfo para desfazer a carne e deixe cozinhar até a carne ganhar cor. Reduza o lume para médio e junte a polpa de tomate, mexendo sempre. Junte o vinho e o caldo de carne e baixe para lume brando. Deixe fervilhar meio tapado e vá juntando o leite ao poucos. Deixe cozinhar até engrossar, cerca de 45 minutos. Rectifique os temperos.
  4. Pré-aqueça o forno a 220 Cº. Numa tigela esmague as batatas e adicione o liquido da cozedura, o queijo, a salsa e os oregãos e 2 colheres de chá de azeite até obter um puré. Tempere com pimenta e noz moscada.
  5. Num prato de forno, ou em individuais, distribua a carne e cubra com o puré. Leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até estar dourado. Sirva...e aproveite os tempos de gripe para curar outros males!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

No Line on the Horizon


Não é novidade que a teoria da separação dos poderes está a cair por terra, pelo menos em Portugal. Acho que até o próprio Montesquieu concordaria sem dificuldade com esta afirmação. E é fácil perceber porquê.  Basta olhar de relance para os títulos da imprensa que se atropelam amontoados na banca dos jornais. Com esta é que o Ilustre francês não contava. Nem ele, nem eu. O poder da comunicação social. Já ninguém quer ler ou ouvir, falar ou escrever sobre eleições, Presidente ou candidatos, subvenções ou campanhas. O tema hoje é outro. É aquele que a comunicação social quis que fosse. Despertou o País com um malabarismo mediático e deu voz a quem há muito já devia ter calado. Que os portugueses não confiavam nos Tribunais, na Justiça, nos Juízes, nos Magistrados do Ministério Público e nos Advogados, eu até já sabia. Mas que os portugueses em vez do sistema judicial, do Direito e do Processo, preferiam a comunicação social como instrumento de Justiça num Estado de Direito, com essa é que eu não contava. Nem eu, nem Montesquieu, que se visse o circo montado por este novo poder ficava, certamente, com cara de batata!


GNOCCHI DE ABÓBORA COM MOLHO DE TOMATE
Tempo de preparação:
Serve: 4 a 6 pessoas;

  • 700 gr de abóbora;
  • 600 gr de batata;
  • 400 gr de farinha + alguma extra se for necessário;
  • 2 gemas;
  • 2 colheres de sopa de manteiga;
  • uma mão cheia de salsa;
  • uma mão cheia de orégãos e tomilho;
  • 800 gr de tomate em pedaços;
  • 150 ml vinho tinto;
  • 1 cebola;
  • 2 colheres de sopa de azeite;
  • 1+2 dentes de alho;
  • sal e pimenta preta q.b.;
  • queijo parmesão q.b.;
Modo de preparação:
  1. Descasque a abóbora e as batatas e parta em cubos. Pique finamente um dente de alho. Leve a manteiga ao ao lume médio numa panela de fundo espesso, adicione o alho, a abóbora e a batata e deixe cozer. (não é necessário acrescentar água pois a abóbora liberta água suficiente para a batata cozer). Quando os legumes estiverem cozidos e a água evaporar, junte uma colher de sopa de salsa picada finamente e uma colher de sopa de orégãos e tomilho. Retire do lume.
  2. Junte as gemas e envolva e por fim junte a farinha. Vá envolvendo até obter uma massa leve. Se estiver pegajoso ( o que depende da água que os legumes libertam e do tamanho dos ovos, acho eu) junte um pouco mais de farinha até obter a consistência desejada.
  3. Enrole a massa em tiras compridas e corte os gnocchi em tiras, fazendo incisões com um garfo.
  4. Entretanto, leve uma panela ao lume com azeite, a cebola  e os restantes dentes de alho finamente picados. Assim que começar a cheirar bem, junte o tomate em pedaços e o vinho tinto. Tempere com sal e pimenta e deixe apurar.
  5. Finalmente, coza os gnocchi numa panela com água e sal a ferver, durante cerca de 2 a 3 minutos.
  6. Sirva com o molho de tomate, polvilhe com salsa e queijo parmesão e divirta-se, porque o circo está montado!

Nota: Este prato também funciona bem com algumas substituições: em vez da salsa também pode usar folhas de manjericão, se gostar; pode substituir o molho de tomate por um molho básico de natas e queijo, mais calórico, mas delicioso!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Baby please come home!

Gosto de estar rodeada de pessoas. Gosto do barulho surdo das gargalhadas, da sobreposição das palavras, do eco dos  interesses. Gosto do carinho dos gestos e gosto do calor dos abraços. As pessoas que me rodeiam são a minha rede de segurança. Uma malha apertada, uma rede de Amigos que me amparam quando os pés ameaçam escorregar no trapézio da vida. Esta malha invisível começa na minha casa, saí porta fora e sobe no elevador do meu prédio, estica-se pelos quarteirões desta cidade, cresce pelo País fora e até atravessa fronteiras. Procuro fortalecer esta malha todos os dias, a cada novo encontro, a cada nova pessoa. Quando há um laço que se quebra, há outro que fica mais forte. Nesta época de Festas recordo todos aqueles que seguram as pontas da rede e estão longe. Suplico que voltem e fico saudosa da sua companhia.  Talvez por isso me tenha lembrado de publicar um acompanhamento, porque ninguém é feliz sozinho! 

BATATINHAS NOVAS ASSADAS
(ligeiramente adaptado da Revista Blue Cooking n.º 34)
Tempo de preparação: 10 + 45 minutos;
Serve 4 pessoas

  • 500 gr de batatinhas novas;
  • 2 dentes de alho esmagados;
  • 1 colher de café de pimentão doce;
  • 60 ml de vinho branco;
  • 2 colheres de sopa de azeite;
  • 2 folhas de louro;
  • sal, pimenta preta q.b.
Modo de preparação:
  1. Pré-aqueça o forno a 190 C.º.
  2. Lave as batatas. Deixe as mais pequeninas inteiras e corte as maiores em quartos. Tempere as batatas com sal, pimenta e pimentão doce. Regue com o vinho e com o azeite. Junte os dentes de alho e o louro. Leve ao forno durante cerca de 45 minutos ou até estarem douradas. Enquanto assam, vá dando voltas às batatinhas e regando com o molho.  
  3. Quando servir regue com um fio de azeite.